Figurinhas da Copa 2026 viram fenômeno e ajudam livrarias e bancas a vender mais
Movimento voltou a crescer em torno de um produto tradicional
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A Copa do Mundo de 2026 ainda está em sua fase inicial, mas já começou a mexer com o comércio brasileiro. Antes mesmo de muitos jogos decisivos, o álbum de figurinhas do Mundial virou um dos produtos mais procurados por torcedores e colecionadores, ajudando a impulsionar as vendas em livrarias, bancas, papelarias e pontos de varejo espalhados pelo país.
Segundo dados do Índice do Varejo Stone, o setor de livros, jornais, revistas e papelaria registrou alta de 13,4% no volume de vendas em maio, na comparação com abril. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o avanço foi de 15%, resultado que colocou o segmento entre os destaques do varejo brasileiro no período.
O desempenho chama atenção porque ocorre em um setor que vinha enfrentando mudanças de hábito de consumo nos últimos anos, com a migração de leitores para o digital e a redução da presença de bancas em algumas cidades. Com a Copa, porém, o movimento voltou a crescer em torno de um produto tradicional: o pacotinho de figurinhas.
Figurinhas da Copa 2026 movimenta bancas e papelarias
O álbum da Copa 2026 foi lançado em maio e rapidamente passou a atrair consumidores de diferentes idades. Para crianças, o produto funciona como porta de entrada para o clima do Mundial. Para adultos, desperta memória afetiva e repete uma tradição vista em outras edições da Copa do Mundo.
Esse comportamento ajuda a explicar por que a venda de figurinhas costuma ter impacto além do valor unitário do produto. Quem começa uma coleção tende a voltar várias vezes ao ponto de venda para comprar novos pacotes, trocar repetidas e tentar completar as páginas do álbum.
Esse consumo recorrente beneficia principalmente bancas, livrarias, papelarias e pequenos comércios, que passam a receber mais fluxo de clientes. Em muitos casos, a ida para comprar figurinhas também pode gerar vendas adicionais, como revistas, doces, materiais escolares e outros itens de conveniência.
Além de livros, jornais, revistas e papelaria, outros segmentos também podem sentir os efeitos da Copa do Mundo de 2026. A tendência é que o torneio aumente a procura por camisas da seleção, televisores, alimentos, bebidas, itens de decoração e produtos usados em encontros para assistir aos jogos.
Em maio, o setor de tecidos, vestuário e calçados também avançou, assim como móveis e eletrodomésticos e supermercados, segundo o levantamento. Esses segmentos costumam ser impactados pela preparação dos consumidores para os jogos, seja na compra de roupas, na troca de aparelhos de TV ou no planejamento de reuniões em casa.
Com a competição em andamento, a expectativa é que o efeito da Copa sobre o comércio fique mais visível nas próximas semanas. Para bancas e papelarias, no entanto, o primeiro sinal já apareceu: o álbum da Copa 2026 deixou de ser apenas uma febre entre colecionadores e se tornou um reforço importante para as vendas do varejo.
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