Novo salário mínimo paulista de 2026 começa a ser pago quando?

Governo de SP aumentou salário mínimo paulista para R$ 1.874

A Assembleia Legislativa do estado de São Paulo aprovou na quarta-feira, 13 de maio, o aumento de R$ 70 o salário mínimo paulista, que agora passa a ser de R$ 1.874. O reajuste foi decidido pelo governo estadual. Mas quando o novo valor será pago?

Salário mínimo paulista de 2026

O novo Salário Mínimo Paulista agora aguarda a sanção do governador para entrar em vigor, com aplicação retroativa ou imediata conforme o texto da lei. No exercício de 2025, a vigência do novo piso teve início em julho.

O montante representa uma correção de 3,9% sobre o valor vigente de R$ 1.804,00. O ajuste foi balizado pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ao longo de 2025, métrica tradicionalmente utilizada para balizar negociações salariais no País.

Diferentemente da política adotada no ano anterior, o reajuste de 2026 caracteriza-se como uma mera reposição inflacionária. Em 2025, o governo estadual promoveu um aumento de cerca de 10%, o que garantiu um ganho real (acima da inflação) de aproximadamente 5%. Desta vez, o Palácio dos Bandeirantes optou por uma postura mais austera, mantendo o poder de compra do trabalhador, mas sem expansão real da renda.

Apesar do avanço modesto, o piso de São Paulo mantém uma distância considerável em relação ao salário mínimo federal:

  • Mínimo Paulista: R$ 1.874,36
  • Mínimo Nacional: R$ 1.621,00
  • Diferença: 13,5% (R$ 253,36 a mais no Estado)

Quem vai receber o aumento?

Criado em 2007, o salário mínimo paulista vale para trabalhadores da iniciativa privada que não possuem piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. O valor deve ser sempre superior ao mínimo federal.

A Lei Complementar Federal nº 103/2000, que autoriza os Estados a instituírem pisos regionais, impede que o piso seja aplicado a servidores públicos municipais e estaduais.

Portanto, o piso estadual permite que trabalhadores paulistas recebam remunerações acima do salário mínimo nacional. Os valores propostos pelo Governo do Estado levam em conta as condições de demanda de mão-de-obra e custo de vida em São Paulo, incorporando especificidades do mercado de trabalho local.

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