Que horas sai a Selic hoje? Veja o que esperar da reunião do Copom de junho

Sequência de cortes pode chegar ao fim

O Banco Central decide nesta quarta-feira, 17 de junho, o novo patamar da taxa Selic, hoje em 14,5% ao ano. A reunião do Copom começou na terça-feira e termina no fim da tarde, quando o comunicado oficial será divulgado ao mercado.

A expectativa concentra as atenções de investidores, empresas e consumidores porque a Selic serve de referência para os juros cobrados em empréstimos, financiamentos, cartões, aplicações financeiras e títulos públicos. Na prática, a decisão do Copom ajuda a indicar se o crédito ficará mais caro, mais barato ou se seguirá restritivo por mais tempo.

Que horas sai a decisão do Copom da Selic hoje?

A decisão da Selic deve ser divulgada a partir das 18h30, no horário de Brasília, após o encerramento da reunião do Copom de junho. O Banco Central publica o comunicado com a taxa definida, o placar da votação e os principais argumentos usados pelos diretores para justificar a decisão. A ata completa costuma sair quatro dias úteis depois.

O mercado chega à reunião dividido entre duas leituras: a continuidade do ciclo de queda dos juros, com corte de 0,25 ponto percentual, ou uma pausa diante da piora nas expectativas de inflação.

A projeção mais acompanhada por economistas consultados pela Reuters aponta para um novo corte de 0,25 ponto, o que levaria a Selic de 14,5% para 14,25% ao ano. Seria a terceira redução seguida, após o Banco Central ter iniciado um ciclo gradual de flexibilização monetária em 2026.

Mesmo assim, a decisão não é considerada simples. A inflação voltou a preocupar, as expectativas para o IPCA seguem acima da meta e o cenário externo ficou mais incerto com a alta do petróleo e tensões geopolíticas. Por isso, parte do mercado passou a defender que o Banco Central interrompa os cortes para observar os próximos dados antes de reduzir novamente os juros.

Por que a decisão ficou mais difícil?

Na última reunião, em abril, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, mas manteve um discurso cauteloso. A mensagem foi de que os próximos passos dependeriam da evolução da inflação, da atividade econômica, do câmbio, das contas públicas e do ambiente internacional.

Desde então, o mercado passou a revisar para cima as projeções de inflação. Segundo o Boletim Focus, a expectativa para o IPCA de 2026 subiu para 5,3%, acima do teto da meta, que é de 4,5%. A meta central perseguida pelo Banco Central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Esse quadro reduz o espaço para cortes mais fortes. Mesmo que o Copom decida baixar a Selic nesta quarta, a tendência é que o comunicado mantenha tom duro, indicando cautela e sem promessa de novas reduções automáticas nas próximas reuniões.

Como a Selic afeta o bolso?

Quando a Selic cai, a tendência é que o custo do crédito diminua aos poucos. Isso pode aliviar financiamentos, empréstimos e renegociações de dívidas, embora os bancos também considerem risco de inadimplência, margem de lucro e despesas administrativas na hora de definir as taxas ao consumidor.

Para investidores, uma Selic menor reduz a remuneração de aplicações conservadoras atreladas aos juros, como Tesouro Selic, CDBs pós-fixados e fundos DI. Ainda assim, com a taxa em patamar elevado, a renda fixa continua pagando retornos relevantes.

Se o Copom mantiver a Selic em 14,5%, a leitura será de que o Banco Central prefere preservar juros altos por mais tempo para tentar conter a inflação. Se cortar para 14,25%, o recado mais importante estará no comunicado: ele indicará se ainda há espaço para novas quedas ou se o ciclo pode parar já na próxima reunião.

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