Rede famosa de NY, Shake Shack chega vai entrar no Brasil em 2027; veja onde
Operação deve começar no primeiro semestre de 2027
Foto: Getty Images
Quem vê a Shake Shack hoje, com centenas de restaurantes espalhados pelo mundo e uma marca reconhecida no mercado de hambúrgueres premium, talvez não imagine que a história começou de uma maneira bem menos grandiosa: com uma pequena barraca de cachorro-quente em um parque de Nova York. E é essa rede que agora prepara sua chegada ao Brasil.
Shake Shack no Brasil em 2027
A Shake Shack deve iniciar as operações no Brasil no primeiro semestre de 2027, com a primeira unidade prevista para São Paulo. O endereço será o primeiro contato oficial do público brasileiro com uma marca que passou anos sendo conhecida no país principalmente por turistas, redes sociais e consumidores que experimentaram suas lojas no exterior.
A operação brasileira também deverá servir como laboratório para os próximos passos. Então, se a resposta do público for positiva, o plano de pelo menos 40 restaurantes até 2036 poderá ganhar velocidade. A ambição declarada pela BOLD, afinal, é chegar muito além desse número.
A entrada no mercado brasileiro será feita em parceria com a BOLD, holding responsável por marcas como Outback, Abbraccio e Aussie.
O acordo transforma a BOLD na master-franqueada da Shake Shack no Brasil. Na prática, será a companhia brasileira a responsável pelos investimentos, pela abertura das unidades e pela administração dos restaurantes. O contrato prevê pelo menos 40 lojas até 2036, mas a ambição pode ser bem maior.
Segundo Pierre Berenstein, CEO da BOLD, o mercado brasileiro teria espaço para uma operação de “centenas de lojas” da Shake Shack nos próximos anos. A expectativa coloca a marca diante de um mercado que já conhece hamburguerias de perfil premium, mas que ainda não teve contato direto com uma das redes mais famosas desse segmento nos Estados Unidos.
Antes dos hambúrgueres, veio o cachorro-quente
A história da Shake Shack começa em 2001, quando o empresário e restaurateur Danny Meyer participou de uma iniciativa para revitalizar o Madison Square Park, em Manhattan.
Naquele momento, o projeto não tinha a pretensão de criar uma rede internacional de restaurantes. A ideia era bem mais local: levar movimento para uma área degradada de Nova York.
Foi montada uma pequena barraca de cachorro-quente no parque. O negócio deveria ser temporário, mas algo inesperado aconteceu. Em pouco tempo, a fila de clientes passou a fazer parte da paisagem do Madison Square Park.
O sucesso chamou atenção. Em vez de desaparecer depois do projeto de revitalização, a operação ganhou uma estrutura permanente.
Em 2004, a barraca deu lugar ao primeiro restaurante Shake Shack, instalado no próprio parque. O cardápio já começava a desenhar a identidade que acompanharia a marca: hambúrgueres, cachorro-quente, batatas fritas e milk-shakes, com uma proposta que misturava a simplicidade do fast-food americano com ingredientes e preparação associados a restaurantes de padrão mais elevado.
A fila virou uma espécie de atração à parte.
Durante determinados períodos, clientes chegavam a esperar horas para provar os hambúrgueres. A fama ultrapassou os limites de Manhattan e começou a atrair turistas de diferentes partes do mundo.
A própria Shake Shack passou a brincar com a dimensão do fenômeno. Uma câmera instalada no restaurante, conhecida como “Shack Cam”, permitia que as pessoas verificassem o tamanho da fila antes de decidir se valia a pena encarar a espera.
O nome Shake Shack tem uma história curiosa
Há também uma referência à cultura pop por trás do nome da marca.
A inspiração veio de uma cena de Grease, clássico musical de 1978 estrelado por John Travolta e Olivia Newton-John. No final do filme, Sandy e Danny aparecem em um parque de diversões, em uma sequência que se tornou uma das imagens mais conhecidas da produção.
Um dos elementos presentes na cena é justamente um brinquedo identificado como “Shake Shack”.
A expressão acabou sendo escolhida por Danny Meyer para batizar o restaurante que surgiria anos depois no Madison Square Park.
Assim, o nome que hoje identifica uma rede global de hambúrgueres começou, de certa forma, dentro de uma referência à cultura pop americana.
Por que a Shake Shack é diferente de uma hamburgueria comum?
A estratégia da marca nunca foi competir apenas pelo preço ou pela velocidade de atendimento. A Shake Shack ajudou a consolidar nos Estados Unidos um modelo intermediário entre o fast-food tradicional e o restaurante convencional. É o chamado fast-casual: uma operação relativamente rápida, mas com maior atenção aos ingredientes, ao preparo e à experiência do consumidor.
O hambúrguer é o centro do cardápio, mas a marca construiu uma identidade própria em torno dele. Batatas, milk-shakes, cachorros-quentes e sobremesas também fazem parte da experiência.
O posicionamento ajudou a transformar a Shake Shack em uma referência para quem procura uma alternativa mais sofisticada às grandes redes tradicionais de fast-food. É nesse espaço que a BOLD pretende colocar a marca no Brasil.
Por aqui, a Shake Shack deve disputar consumidores que já conhecem redes como Madero e Cabana Burger e estão acostumados a pagar mais por um hambúrguer associado a ingredientes, ambiente e experiência diferenciados.