Bitcoin ultrapassa US$ 81 mil e impulsiona ações relacionadas ao BTC

Nos últimos 30 dias, o preço do bitcoin subiu mais de 23%

O Bitcoin disparou na quinta-feira, 3 de setembro mas as ações de empresas ligadas a determinados setores subiram ainda mais rápido, à medida que uma alta iniciada semanas atrás ganhou novo fôlego. O preço da maior criptomoeda atingiu o valor de US$ 81.282 na manhã de quinta-feira em Nova York, um aumento de quase 3% em um período de 24 horas.

Nos últimos 30 dias, o preço do bitcoin subiu mais de 23% após notícias regulatórias positivas e anúncios do Departamento do Tesouro dos EUA sobre recompra de dívida.

Mas as ações de outras grandes empresas de criptomoedas subiram mais rapidamente. A Bitcoin Treasury Strategy (NASDAQ: MSTR) estava sendo negociada com alta de mais de 13% na quinta-feira. A empresa retomou na segunda-feira as compras de bitcoin após uma pausa de 10 semanas para reorganizar seu balanço de caixa.

A Coinbase, a maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos, também viu suas ações dispararem. As ações da COIN, listadas na Nasdaq, subiram 11% no mesmo período.

Em outros setores, as empresas de mineração de bitcoin também tiveram um impulso. As principais empresas de capital aberto do setor — incluindo a HIVE Digital, listada na Nasdaq, a MARA e a CleanSpark — registraram alta na quinta-feira.

A HIVE Digital liderou o ranking com um aumento de 13%, enquanto a MARA Holdings subiu mais de 10% no dia.

A mineradora de bitcoin de energia limpa CleanSpark teve um aumento de 9%; a IREN, que está gradualmente descontinuando suas operações de mineração para se concentrar em computação de IA, subiu 4%.

O Bitcoin teve um desempenho fenomenal em agosto — seu terceiro melhor mês da história — depois que o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou que mais que dobraria o valor de suas recompras de títulos da dívida pública.

O anúncio, que visava conter a disparada dos rendimentos não vista em quase 20 anos, prejudicou o dólar, mas beneficiou ativos que não geram rendimento, como o bitcoin e o ouro.

Logo depois, o presidente Donald Trump instou os legisladores a aprovarem o tão aguardado Clarity Act, uma legislação sobre ativos digitais que o setor vem reivindicando há tempos.

Como resultado, os investidores voltaram a investir em fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin, aplicando mais de US$ 2,8 bilhões nesses veículos — o maior valor desde outubro, quando a moeda atingiu um novo recorde histórico.

O Bitcoin passou grande parte do ano sendo negociado abaixo de US$ 80.000 por moeda, com junho e julho em sua maioria abaixo de US$ 65.000. A moeda atingiu um novo recorde de US$ 126.080 em outubro. Agora está quase 40% abaixo desse valor.

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