10 vezes que Jair Bolsonaro menosprezou a pandemia de Covid-19

Já faz um ano que a pandemia da Covid-19 começou no Brasil. Durante esse tempo, o presidente Jair Bolsonaro discursou diversas vezes minimizando seus efeitos.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vem surpreendendo com suas recentes declarações sobre a pandemia da Covid-19. Chamado de negacionista por muitos opositores, Bolsonaro voltou a defender a vacinação em massa contra o vírus, e também negou que tenha chamado a Covid-19 de “gripezinha”.

Mas, os últimos posicionamentos do presidente coincidiram com um momento específico da política brasileira: a volta de Lula. Após as anulações de todas as condenações feitas pela Lava Jato, o petista voltou a ter voz e discursar sobre a situação do país. Com isso, Lula também recuperou seus direitos políticos, e, portanto, voltou a ser elegível.

Na live (transmissão ao vivo) feita por Bolsonaro na última quinta-feira, 11 de março, o presidente respondeu algumas críticas feitas por Lula, direcionadas a ele, negou que tenha minimizado a pandemia da Covid-19. Entretanto, o discurso de Bolsonaro não convenceu e fez com que milhares de brasileiros repercutissem nas redes sociais, vídeos dele citando o coronavírus como “gripezinha” e “resfriadinho”. As declarações foram dadas por Bolsonaro em 2020, ainda no começo da pandemia.

Pensando nisso, o DCI Digital separou algumas frases e discursos proferidos por Jair Bolsonaro ao longo deste último ano em que o Brasil e o mundo tentam vencer a doença.

O que Bolsonaro já disse sobre a pandemia da Covid-19

Imagem do presidente Jair Bolsonaro em sua live(Reprodução/Youtube)

‘Histórico de Atleta’ e ‘Gripezinha’

Em sua última live, Jair Bolsonaro afirmou que estava esperando alguém mostrar “vídeo ou áudio” dele dizendo que se tratava de apenas uma “gripezinha”. “Estou esperando”, reforçou o presidente. Entretanto, não é muito difícil de encontrar tais declarações.

No dia 20 de março de 2020, em entrevista coletiva, ainda no início da pandemia da Covid-19, Bolsonaro afirmou que: “Depois da facada não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar não, tá ok?”. Após quatro dias, o presidente voltou a citar o termo, mas dessa vez em rede nacional, no seu pronunciamento oficial.

“Pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido por uma gripezinha ou resfriadinho”, disse na época.

 

‘Brasileiro não pega nada’

No começo da pandemia, no dia 26 de março, o presidente fez uma das primeiras declarações polêmicas na residência oficial do Palácio da Alvorada. Bolsonaro afirmou que “O brasileiro tem de ser estudado, não pega nada. O cara pula em esgoto, sai, mergulha e não acontece nada.”. Esse seria um dos motivos que o vírus não iria se proliferar aqui como nos outros lugares.

‘Não sou coveiro’

No dia 28 de abril de 2020, quando o Brasil registrou o número de 5.017 mortes provocadas pela pandemia da Covid-19, Bolsonaro foi questionada por uma jornalista sobre a situação alarmante, Foi quando o presidente não exitou em falar: “E daí? Quer que eu faça o que? Eu sou Messias, mas não faço milagres.”

‘País de maricas’ – Bolsonaro pandemia da Covid-19

Também em uma entrevista coletiva realizada no dia 10 de novembro de 2020, Jair Bolsonaro voltou a minimizar a pandemia da Covid-19 e reclamou sobre as cobranças em torno do seu governo. No dia, o país já havia registrado 162.842 mortes. “Tudo agora é pandemia, todos nós vamos morrer um dia. Todo mundo aqui vai morrer. Tem que deixar de ser um país de maricas, ó o prato cheio para a imprensa.”

‘Jacaré’

A opinião de Bolsonaro sobre a vacina contra a Covid-19 sempre foi envolvida por muita polêmica. Em diversas vezes, quando questionado, o presidente afirmou que não tomaria o imunizante, sempre com o discurso de que não era seguro. No dia 17 de dezembro de 2020, em coletiva, o presidente endossou sua teoria. “Eu não vou tomar. Alguns falam que eu estou dando um péssimo exemplo, se você virar um jacaré é problema de você. Se você virar superhomem, se nascer barba em uma mulher ou algum homem começar a falar fino…”,  disse.

‘Não dou bola pra isso’ – Bolsonaro pandemia da Covid-19

No dia 27 de dezembro de 220, após ser perguntado por jornalistas sobre o Brasil estar atrasado em relação aos outros países com a vacinação, Bolsonaro disse a seguinte frase:  “Ninguém me pressiona pra nada, eu não dou bola para isso. É razão, razoabilidade, é responsabilidade com o povo, você não pode aplicar qualquer coisa no povo”, afirmou o presidente.

Aglomerações de Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19

Jair Bolsonaro causou aglomeração na Praia da Enseada, em Santa Catarina, no dia 15 de fevereiro. Na companhia de seguranças e dos filhos Eduardo, deputado federal, e a caçula Laura, o presidente andava de jet-ski quando resolveu interromper o passeio para cumprimentar os banhistas.

No dia 1 de janeiro de 2021, Bolsonaro fez a mesma coisa, mas na Praia Grande, litoral de São Paulo. Como em outras ocasiões, o político de 65 anos decidiu ignorou a pandemia e foi ao encontro dos banhistas. Quando pulou dentro d’água, Bolsonaro foi ovacionado. As pessoas começaram um coro, repetindo: “mito”. Mais tarde, eles levantaram a voz para xingar João Dória. “Dória, vai tomar no c*”, repetiram, como mostrou no vídeo.

‘Tenho a minha opinião sobre máscaras’

No dia 25 de fevereiro de 2021, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deu uma declaração polêmica em relação ao uso de máscaras contra a Covid-19 em sua live semanal, transmitida no Youtube. Bolsonaro falou sobre um suposto estudo que prova efeitos colaterais das máscaras, e também questionou as medidas mais restritivas de isolamento social.

“Começa a aparecer estudos sobre o uso de máscaras. Uma universidade alemã fala que elas são prejudiciais a crianças. E levam em conto vários itens como irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de percepção de felicidade (…) Não vou entrar em detalhes, porque tudo deságua em críticas em mim. Eu tenho a minha opinião sobre máscaras, que cada um tenha a sua. Mas a gente aguarda um estudo mais aprofundado sobre isso por parte de pessoas competentes”.

‘Frescura e mimimi’

Em um momento crítico da pandemia no Brasil, no dia 4 de março de 2021, quando o país atingiu  o número de 251.661 mil mortes, sendo 1.910 mortes na últimas 24h, o presidente Jair Bolsonaro pediu para que a população não tivesse frescura e mimimi. Rídigo em seu discurso, ele ainda questionou: “Vão ficar chorando até quando?.”

Confira a live na íntegra:

 

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