Eleições São Paulo 2020: quem é Celso Russomanno, candidato à prefeitura da Capital

Integrante do partido Republicanos, Celso Russomanno será candidato à prefeitura de SP nas Eleições 2020. O político possui uma carreira longeva como deputado federal (desde 1995) e como jornalista focado em direito do consumidor.

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Integrante do partido Republicanos, Celso Russomanno será candidato à prefeitura de SP nas Eleições 2020. O político possui uma carreira longeva como deputado federal (desde 1995) e como jornalista focado em direito do consumidor.

O nome do paulistano é uma das apostas da direita para a cidade de São Paulo. Segundo pesquisa da Consultoria Atlas, Celso Russomanno está em terceiro lugar nas intenções de voto para prefeito (perdendo apenas para Bruno Covas e Guilherme Boulos).

Saiba quem é Celso Russomanno, candidato do Republicanos à prefeitura de São Paulo nas Eleições 2020.

Celso Russomanno antes da política

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Celso Russomanno em fotos durante sua passagem como repórter do SBT
Celso Russomanno em fotos com os apresentadores Gugu e Silvio Santos durante sua passagem pelo SBT. Fonte: Facebook/Divulgação

Celso Russomanno nasceu em São Paulo no ano de 1956. A mãe de Russomanno e o próprio afirmam que o mesmo sempre se incomodou com a situação dos mais pobres. Como resultado, quando era criança coletava dinheiro no bairro para comprar doces para a população carente em épocas como Natal, Páscoa e Dia das Crianças. Quando perguntado o que queria ser quando crescesse respondia que seria presidente. Mais velho e seguiu os passos do pai advogado e formou-se na Faculdade de Direito em Guarulhos.  Três anos depois de formado começou a trabalhar como jornalista em rádio.

Durante a trajetória como jornalista, Celso Russomanno afirma que encontrou o microfone como “um aliado em defender os direitos dos cidadãos”.Trabalhou na Rádio Manchete, SBT (Aqui Agora), Rede Record (Cidade Alerta) e em muitos outras emissoras. Suas matérias focadas na defesa do direito do consumidor o fizeram famoso e popular entre a população carente. Segundo o site do jornalista/político, Russomanno passou a fazer programa focados em defesa de direitos e denúncias após a morte de sua primeira esposa (Adriana Torres Russomanno) por erro médico em 1990.

Atualmente, trabalhava para a Record apresentando o quadro Patrulha do Consumidor, que passa nos programas Hoje em Dia e Cidade Alerta. Contudo, devido sua candidatura, afastou-se dos programas.

Conheça o perfil de Celso Russomanno como repórter:

Como foi sua entrada na política

Como citado no item anterior, desde sua infância Celso Russomanno sonhava em ser político (mais especificamente, presidente). Além disso, seu avô, Geraldo Russomanno, foi o primeiro prefeito do município de Peruíbe, no litoral sul de São Paulo. Filiou-se ao PFL em 1985, mas só foi ser eleito em 1994. Russomanno também diz que a morte de sua esposa também influenciou sua entrada na política.

O candidato à prefeitura de São Paulo já está ocupando o seu sexto mandato como deputado federal. Entre 2010 e 2015 tentou eleger-se prefeito e governador, mas não obteve nenhum sucesso nas tentativas. No atual momento, Celso Russomanno está buscando o apoio do presidente Jair Bolsonaro para ganhar força da direita em sua candidatura à prefeitura durante as Eleições 2020. 

Polêmicas de Russomanno

Em 2010, o último ano de seu quarto mandato como deputado federal, Celso Russomanno envolveu-se em uma grande polêmica envolvendo o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, fundado por ele em 1995. Ele destinaria R$ 1,1 milhão por meio de uma emenda parlamentar ao seu próprio instituto. Russomanno negava o fato em um primeiro momento, mas acabou assumindo e afirmou que ‘a forma encontrada de manter o instituto funcionando era por meio da emenda’. No fim, a verba foi dividida entre o Instituto do Coração (Incor) de São Paulo e a Faculdade Paulista de Medicina.

Mais tarde, em 2016, o nome do deputado foi arrastado para o meio da “máfia da merenda”. Na ocasião, dois envolvidos no esquema do desvio de dinheiro para merendas apontaram Russomanno como “novo parceiro”. Em defesa, o então candidato à prefeitura de São Paulo negou conhecer os envolvidos e afirmou: “isso é por causa da minha colocação em primeiro lugar [nas pesquisas eleitorais]. Já começaram os ataques, sujos, baixos e eu esperava que não acontecesse isso nessa campanha, Enfim, a gente vai tocar a campanha para frente”.  Nenhuma investigação foi feita contra o deputado federal , pois possui foro privilegiado.

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