Aneel segura novo aumento da bandeira vermelha

A Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, decidiu não efetuar novo reajuste na bandeira vermelha da conta de luz. Dessa forma, atende o governo e não compromete ainda mais os índices de inflação.

 

Aumento da bandeira vermelha pressiona a inflação

A bandeira vermelha subiram 52% em julho. O patamar 2 da bandeira vermelha foi de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kwh consumidos. Nesse sentido, o impacto foi direto e representou um aumento de mais de 5% de aumento da conta de luz.

O novo aumento na bandeira era dado como certo por todos os especialistas da área de energia para enfrentar a crise hídrica. Além disso, o consenso entre os especialistas é um valor do patamar 2 da bandeira vermelha de pelo menos R$ 11 por 100 kwh.

No entanto, vale destacar que a ameaça de novos aumentos na bandeira vermelha pode ter sido apenas postergada.

 

A crise hídrica trás ameaças até 2022

De acordo com as previsões meteorológicas, as chuvas do final deste ano podem não ser suficientes para normalizar a produção de energia nas hidrelétricas. Assim, os especialistas trabalham com a possibilidade de seguir com o acionamento das térmicas também em 2022.

Desde 2015, as contas de luz passaram a considerar o Sistema de Bandeiras, composto pelas modalidades: verde, amarela e vermelha. Essas cores indicam se haverá ou não valor adicional ao consumidor final em função das condições de geração de eletricidade. Se temos poucas chuvas e as termelétricas estão acionadas, o custo sobe e adotamos a bandeira amarela ou vermelha. Se os reservatórios estão cheios, não usamos as termelétricas e a bandeira é verde.

Com as bandeiras tarifárias, o aumento de custos é repassado ao consumidor de forma mais rápida todos os meses. Antes do sistema de bandeiras, os custos chegavam ao consumidor, com juros, nas revisões tarifárias anuais. Além disso, as bandeiras dão transparência ao custo real da energia e sinalizam aos consumidores a situação crítica de geração de energia e para evitar desperdício de água e energia.

De fato, a falta de chuvas acarreta no aumento do uso das usinas termelétricas. Afinal essas usinas movidas a combustíveis fósseis compensam o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas. Nesse sentido o custo mais alto de geração de energia elétrica preocupa. Afinal, a escalada da inflação afeta a população de mais baixa renda e pode afetar a popularidade do governo.

Energia solar por assinatura pode ajudar

Aos consumidores resta reduzir o consumo ou buscar formas alternativas de gerar sua própria energia. Nesse sentido, vale a pena conhecer um novo modelo que está surgindo: a energia solar por assinatura. Nesse modelo, o consumidor pode gerar sua própria energia elétrica, sem investir na compra e na instalação de placas solares. Por exemplo, a SUNWISE, empresa especializada no tema de energia solar por assinatura, oferece suas fazendas solares para milhares de consumidores de Minas Gerais. Esses consumidores residenciais, comerciais e industriais economizam na sua conta de luz, sem investir e sem dor de cabeça.

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