O que é preciso para gerar crédito de carbono e negociar no mercado?

Empresas e instituições que se interessem por projeto ambientais podem investir no mercado de crédito de carbono, considerado um expoente pelos investidores. Confira algumas maneiras de gerar crédito de carbono.

Como gerar crédito de carbono? Está pode ser uma dúvida comum para quem já ouviu falar sobre a nova moeda digital que tem sido investimento de empresas e instituições. Presente no mercado Bitcoin, maior plataforma de negociação de criptografia da América Latina, os créditos de carbono podem ser uma boa saída para quem se interessa em investir em projetos ambientais.

Para entender o assunto, conversamos com Luis Felipe Adaim, CEO da MOSS, empresa especializada em compra e venda de créditos de carbono.

O que é crédito de carbono?

Crédito de Carbono
(Imagem: Mercado Bitcoin)

Antes de tudo, é importante entender o que é o crédito de carbono. Em linhas gerais, o crédito é uma moeda que faz parte de um sistema baseado em venda e compra de toneladas de dióxido de carbono.  Um crédito de carbono equivale a uma tonelada salva de carbono, ou seja, as empresas que conseguem reduzir a produção do gás de carbono, através de projetos ambientais ou outras iniciativas, estão gerando créditos. Estes, podem ser vendidos e negociados.

Um token MCO2  (nome do ativo do crédito de carbono nas plataformas digitais), custa em média 5 dólares (na cotação atual). Entretanto, assim o dólar ou o bitcoin, outras moedas, o valor varia de acordo com o mercado. Mas diferente do dólar, por exemplo, o crédito de carbono é uma espécie de selo digital, portanto não pode ser mensurado no mundo material/físico.

Como fazer crédito de carbono?

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Imagem sobre crédito de carbono
Foto: reprodução

Qualquer empresa ou instituição pode gerar crédito de carbono de diversas formas; seja economizando na redução de carbono ao longo do ano, ou criando projetos ambientais para “recompensar” a poluição feita para seu funcionamento. Uma das formas mais conhecidas para gerar o crédito, é a proteção de áreas florestais. O método “muralha verde” (em inglês “greenwall”) garante o ativo por meio da conservação de uma área florestal, que pode ser adquirida conforme as leis.

Luis Felipe Adaim explica que os hectares da região também influenciam na geração de créditos de carbono. “Se a região que você comprou tem 15 milhões de hectares, cada hectare equivale a 100 a 150 dólares. Uma vez protegido e certificado [selo digital], é como se você produzisse uma fazenda de carbono, ao invés de gerar soja ou gado, você gera crédito de carbono”, afirma.

Em lugares que o mercado de carbono é regulamentado, como na Europa, as empresas e instituições conseguem gerar créditos através de leis estabelecidas pelas autoridades. Se o governo estabelece, por exemplo, que a média máxima que uma empresa pode produzir de carbono é 5 bilhões de toneladas, e ela gera apenas metade disso, 2,5 bilhões, ela ganha 2,5 bilhões de créditos e com o selo digital, pode vendê-los.

Pessoa física pode gerar?

Para pessoas físicas, o conselho é investir comprando selos de créditos de carbono. Gerar os créditos requer investimentos altos e principalmente, um CNJP. Por isso, alguém disposto a apostar adquirir os créditos, pode acessar o mercado Bitcoin ou até mesmo a plataforma da MOSS e comprar. Os créditos permanecem na carteira digital e podem se recompensados a qualquer momento.

Quem pode vender créditos de carbono?

Na verdade, qualquer empresário pode comercializar os créditos, seja ele produtor rural ou industrial. Basta ter uma área para plantio. A ressalva é que, antes de ingressar nesse mercado, é preciso elaborar um projeto ambiental.

 

 

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