Shakira cantou playback no show do Rio ou não?
Cantora fez show performático e recorreu a recursos comuns entre artistas do pop
Foto: Globo
O megashow de Shakira na Praia de Copacabana neste sábado, 2 de maio, reuniu uma multidão estimada em 2 milhões de pessoas e viralizou nas redes sociais. Além da performance energética, um detalhe acabou dominando o debate entre fãs: a cantora usou playback ou não?
Shakira usa playback?
A apresentação não foi totalmente em playback, mas também não ocorreu totalmente ao vivo. O que se viu no palco foi um formato híbrido, bastante comum em grandes shows pop. Em vários momentos, Shakira cantou ao vivo, algo perceptível pela respiração mais intensa após coreografias exigentes. Em outros trechos, bases pré-gravadas ajudaram a sustentar a performance, principalmente nas partes com maior demanda física e cênica.
Nas redes sociais, a discussão dividiu opiniões e trouxe diferentes percepções do público sobre o espetáculo:
“Muitos criticam um suposto playback nesse tipo de show grande, mas a movimentação no palco de artistas multitalentosas como a Shakira demanda o uso de bases pré-gravadas para permitir uma experiência completa. É um espetáculo que vai muito além da voz, escreveu o jornalista Chico Barney no X.
“Shakira dublando horrores errando até a hora de colocar o microfone na boca, deixando nítido que está com a cabeça em outro lugar. Alguma coisa aconteceu nesse atraso de 2h”, escreveu um seguidor.
“Imaginem passar o dia todo na frente do Copacabana Palace, enfrentar uma multidão, calor, perrengue pra ouvir playback? Até a Anitta cantou ao vivo e a Shakira não, criticou um fã.
O debate não é novo na indústria musical. Em apresentações desse porte, o uso de trilhas de apoio, vocais de fundo e efeitos é considerado padrão. Isso não significa, necessariamente, que o artista esteja apenas dublando, mas sim que há uma construção pensada para equilibrar qualidade sonora e entrega visual.
No caso de Shakira, a proposta seguiu o modelo adotado por grandes turnês internacionais, em que cantar, dançar e sustentar a energia de um espetáculo para milhares de pessoas exige mais do que apenas o desempenho vocal isolado.