Moradores terão ônibus grátis e visitantes vão pagar R$ 5; veja início da cobrança

Regras começam a valer em julho de 2026

São Caetano do Sul, no ABC Paulista, vai mudar as regras da tarifa zero nos ônibus municipais. A partir de 15 de julho, a gratuidade deixará de valer para todos os passageiros e passará a ser restrita a moradores cadastrados e a grupos específicos. Quem não se enquadrar nas novas regras deverá pagar R$ 5 pela passagem.

A alteração atinge principalmente pessoas que usam o transporte municipal, mas não moram em São Caetano. Segundo a prefeitura, a revisão foi motivada pelo aumento da demanda desde a implantação do programa, em 2023. A gestão municipal afirma que o volume de usuários cresceu cerca de 300%, acima da previsão inicial de 50%.

A gratuidade continuará valendo para moradores de São Caetano do Sul que fizerem cadastro no sistema municipal. Também seguem com direito ao benefício idosos, servidores municipais, estudantes de instituições da cidade, pacientes em tratamento contra câncer na rede pública municipal e profissionais das forças de segurança em serviço, conforme as regras divulgadas pela administração.

Entre os grupos citados estão alunos da USCS, Fundação das Artes, Sesi, Senai, Etec, Fatec, Instituto Mauá de Tecnologia e Faculdade Paulista de Serviço Social. Idosos entre 60 e 65 anos também permanecem contemplados pela gratuidade municipal, além dos idosos acima de 65 anos, que já têm direito assegurado por lei federal.

Quando começa a cobrança nos ônibus?

A cobrança para não moradores está prevista para começar em 15 de julho de 2026. Até lá, a prefeitura deve detalhar por decreto quais documentos serão exigidos para comprovar residência ou vínculo com a cidade.

A mudança foi aprovada pela Câmara Municipal em 16 de junho. Com isso, São Caetano deixa de ter tarifa zero universal e passa a adotar um modelo restrito, mantendo a gratuidade apenas para moradores e categorias definidas pela administração municipal.

A prefeitura argumenta que a tarifa zero, aberta a todos os passageiros, pressionou o sistema de transporte. De acordo com a administração, o número de usuários passou de cerca de 20 mil para 80 mil por dia após a criação do programa, o que gerou ônibus mais cheios e reclamações sobre a qualidade do serviço. (Folha de S.Paulo)

Outro ponto levantado pela gestão é o custo para manter a gratuidade universal. O município estima economizar cerca de R$ 15 milhões por ano ao deixar de bancar a passagem de passageiros que não moram em São Caetano.

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