Afinal, quando acaba a greve da Caixa?
Confira as últimas notícias da greve da Caixa
Foto: Agência Brasil
Já são 12 dias de greve dos empregados da Caixa Econômica Federal, e ainda não há uma data definida para o fim da paralisação. A greve nacional continua por tempo indeterminado depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A decisão foi tomada nesta segunda-feira (21), quando a maioria das assembleias dos empregados rejeitou novamente a proposta da Caixa. Com isso, os trabalhadores decidiram manter o movimento, iniciado em 10 de setembro.
Que dia a Caixa vai voltar a funcionar?
Por enquanto, não é possível dizer em qual dia a greve da Caixa vai terminar. A paralisação continua por tempo indeterminado, e uma nova data para o retorno dos empregados às agências dependerá do avanço das negociações entre a Caixa e os representantes dos trabalhadores.
Na segunda-feira (21), empregados de diferentes bases sindicais participaram de assembleias para avaliar a proposta do banco. Até o fechamento desta matéria, 102 bases haviam comunicado a rejeição, enquanto 30 aprovaram a proposta e votaram pelo fim da greve.
Com a rejeição, o Comando Nacional dos Bancários deve se reunir para definir os próximos passos da negociação com a Caixa.
A manutenção da greve ocorre porque os trabalhadores consideram que suas principais reivindicações não foram atendidas. O principal ponto de conflito é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados, especialmente em relação às mudanças no modelo de custeio e ao aumento de valores pagos pelos funcionários.
A greve por tempo indeterminado não significa, portanto, que as agências ficarão fechadas sem possibilidade de negociação. O movimento pode terminar caso uma nova proposta seja apresentada e aceita pelos trabalhadores, ou a partir de uma decisão das entidades que representam a categoria.
Por que os empregados da Caixa estão em greve?
Os funcionários da Caixa entraram em greve em 10 de setembro, após rejeitarem uma proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Entre os pontos questionados está o Saúde Caixa. Segundo representantes dos trabalhadores, a proposta aumenta a participação dos empregados nos custos do plano e altera valores de mensalidades e coparticipações.
A proposta prevê, por exemplo, que a contribuição do titular passe de 3,5% para 3,7% da remuneração. O teto de contribuição do grupo familiar também subiria de 6,5% para 9%.
Outro ponto citado pelos trabalhadores é o aumento do teto anual de coparticipação, que passaria de R$ 3.600 para R$ 4.700.
Também estão entre as mudanças contestadas os valores cobrados de dependentes e a coparticipação em consultas de pronto-atendimento.
A Caixa, por sua vez, afirma que mantém diálogo com os representantes dos empregados e busca uma solução que preserve os interesses dos trabalhadores, da instituição, dos clientes e da sociedade.
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