Greve dos Correios hoje: paralisação continua por mais dias após TST adiar julgamento

Trabalhadores aguardo julgamento do TST

A greve dos Correios continua nesta segunda-feira (21) e terça-feira, dia 22, e deve se estender por mais alguns dias. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu o julgamento que analisaria a legalidade da paralisação e marcou a retomada da sessão para quinta-feira (24), às 15h30. Com isso, não houve decisão nesta segunda sobre o fim do movimento ou a eventual abusividade da greve.

Por que a greve dos Correios continua nesta semana

A sessão que julgaria o dissídio da greve dos Correios foi interrompida pelo ministro Vieira de Mello Filho. Segundo ele, documentos foram incluídos no processo na sexta-feira (18) à noite e no sábado (19), mas ainda não haviam sido analisados pelas federações dos trabalhadores. O ministro considerou que seria inadequado decidir sobre a abusividade da greve com base em documentos que ainda não tinham sido examinados pela parte contrária. As federações terão 48 horas para analisar o material e apresentar manifestação antes da retomada do julgamento.

Vieira de Mello Filho também considerou arriscada uma decisão sobre a abusividade da paralisação e a aplicação de uma multa de R$ 200 mil ao sindicato sem que as partes tivessem analisado as provas apresentadas no processo.

Com o julgamento adiado, a FINDECT (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações) orientou os trabalhadores dos sindicatos filiados a manter a paralisação até a retomada da sessão. A entidade informou que a orientação é pela continuidade da greve até a nova análise do TST.

Durante a sessão desta segunda-feira, o ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho chegou a propor a suspensão imediata da greve, diante do início do julgamento. A proposta, porém, não foi acolhida por Vieira de Mello Filho.

A nova sessão está marcada excepcionalmente para quinta-feira (24), às 15h30.

Por que os funcionários dos Correios estão em greve?

A paralisação começou após Correios e trabalhadores não chegarem a um acordo nas negociações do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O principal ponto de divergência é o plano de saúde oferecido aos funcionários, aposentados e dependentes da estatal.

A FINDECT afirma que as negociações avançaram nos demais itens do acordo e que o plano de saúde é o principal impasse para a conclusão das tratativas.

Os trabalhadores defendem a manutenção do modelo atual do benefício, no qual os Correios atuam como mantenedores do plano.

Segundo a federação, uma alteração nesse modelo poderia aumentar o impacto financeiro do benefício para as famílias. A entidade também afirma que o plano atende trabalhadores, aposentados e dependentes.

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