IPC-Fipe sobe 0,04% na 2ª quadrissemana de agosto, após alta de 0,05% na 1ª prévia
Habitação puxa a inflação na cidade
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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que acompanha a variação dos preços na cidade de São Paulo, subiu 0,04% na segunda quadrissemana de agosto de 2026. O resultado representa uma leve desaceleração em relação à alta de 0,05% registrada na primeira prévia do mês, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
O IPC-Fipe é calculado a partir dos preços de uma cesta de bens e serviços consumidos pelas famílias paulistanas. O indicador considera grupos como Habitação, Alimentação, Transportes, Saúde, Educação, Vestuário e Despesas Pessoais.
Na primeira quadrissemana de agosto, a inflação havia sido pressionada principalmente pelo grupo Habitação, que registrou alta de 0,63%. Despesas Pessoais avançou 0,20%, enquanto Saúde teve alta de 0,14%. Por outro lado, Alimentação apresentou queda de 0,54%, ajudando a limitar a alta do índice. Transportes também registrou deflação, de 0,23%.
A segunda quadrissemana amplia o acompanhamento da trajetória dos preços ao longo do mês. Diferentemente de uma leitura mensal fechada, o IPC-Fipe quadrissemanal compara a média dos preços das quatro semanas mais recentes com a média das quatro semanas anteriores.
O que é o IPC-Fipe
O IPC-Fipe mede a inflação para as famílias que vivem na cidade de São Paulo e acompanha a evolução dos preços de produtos e serviços consumidos no dia a dia. O indicador é calculado pela Fipe e tem séries quadrissemanais, o que permite observar mudanças nos preços antes do fechamento do mês.
O índice é diferente do IPCA, calculado pelo IBGE, que é utilizado como referência oficial para a inflação do país. O IPC-Fipe tem abrangência restrita ao município de São Paulo.
A variação de 0,04% na segunda quadrissemana de agosto mostra, portanto, uma inflação ainda positiva na capital paulista, mas ligeiramente menor que a observada na primeira prévia do mês.