Os bancos ainda estão de greve hoje? Veja situação da Caixa e dos Correios

Paralisação pode ter solução nesta terça

A greve dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal ainda pode afetar o atendimento aos brasileiros nesta terça-feira (29). Enquanto a paralisação dos Correios já foi encerrada, os funcionários da Caixa continuam em greve nacional, e o futuro do movimento será definido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Para quem precisa utilizar serviços bancários ou resolver alguma pendência presencialmente, a situação exige atenção. A orientação é verificar o funcionamento da unidade antes de sair de casa, já que a paralisação pode provocar alterações no atendimento.

Como está a greve da Caixa?

Os empregados da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro. A paralisação ocorre em meio ao impasse nas negociações do acordo coletivo de trabalho, especialmente em relação ao Saúde Caixa, plano de assistência médica oferecido aos funcionários.

Nesta terça-feira (29), o TST julga o dissídio coletivo apresentado pela Caixa contra as entidades que representam os trabalhadores. A sessão extraordinária está prevista para começar às 14h30 e será transmitida pelo canal oficial do tribunal no YouTube.

A Caixa recorreu à Justiça após alegar que os percentuais mínimos de trabalhadores necessários para manter os serviços durante a greve não estariam sendo cumpridos. Em decisão anterior, o TST determinou que pelo menos 60% dos empregados permanecessem em atividade em cada agência, de forma presencial ou remota.

O banco havia solicitado que o percentual mínimo fosse de 80%.

A Caixa também pede que a paralisação seja considerada abusiva e que os dias não trabalhados sejam descontados dos funcionários. Os representantes dos trabalhadores, por outro lado, sustentam que a greve é legítima e que o impasse não pode ser atribuído à categoria.

O principal ponto de conflito está no Saúde Caixa. Os trabalhadores defendem mudanças nas regras de custeio do plano, incluindo a retirada do limite de 6,5% da folha utilizado como referência para as despesas e a retomada do modelo anterior, no qual a Caixa arcava com 70% dos custos e os empregados com 30%.

A Caixa afirma que enfrenta questões de equilíbrio financeiro e atuarial e que precisa respeitar os limites previstos em seu estatuto. As negociações tiveram 13 rodadas, além de tentativas de mediação com o Ministério Público do Trabalho (MPT). Como não houve acordo, o conflito chegou ao TST. Até que o julgamento seja concluído, portanto, o atendimento nas agências da Caixa pode continuar sofrendo impactos da greve. A decisão do tribunal deverá definir os próximos passos da paralisação.

E os Correios?

A situação dos Correios é diferente. A greve iniciada em 10 de setembro terminou na noite de quinta-feira (24), após decisão do TST no julgamento do dissídio coletivo. Os trabalhadores aprovaram o encerramento da paralisação e começaram a retornar às atividades a partir das 22h daquele dia.

O TST considerou a greve não abusiva, autorizou a compensação dos dias parados e determinou reajuste salarial de 4,09%. Também foram mantidas 73 cláusulas do acordo coletivo, conforme informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP).

Com o fim da paralisação, os serviços dos Correios estão em processo de normalização. Ainda assim, encomendas e correspondências que foram afetadas durante os 15 dias de greve podem levar algum tempo para voltar ao fluxo habitual.

Leia também:

– Eleições mudam sorteios da Loteria

Você pode gostar também

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você esteja de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. Aceito Mais detalhes