VÍDEO: Bolsonaro encerra entrevista após pergunta sobre filho

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se recusou a falar sobre a decisão do STF sobre o caso de corrupção envolvendo seu filho, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Em visita ao Acre, estado sofre com enchentes em meio a pandemia da Covid-19, Bolsonaro interrompeu um repórter durante uma entrevista coletiva, que fez questão de encerrar as pressas.

“Presidente, qual a avaliação que o senhor fez da decisão do STJ ontem de derrubar a quebra dos sigilos fiscais…”, disse o jornalista, que logo foi cortado por Bolsonaro, que por sua vez afirmou: “Acabou a entrevista”. Em seguida, o presidente deixou o local da coletiva de imprensa.

O momento tomou repercussão na internet. Apoiadores de Bolsonaro elogiaram a postura do presidente de encerrar a entrevista, considerando que a pergunta do jornalista foi “inconveniente”, enquanto opositores destacam a situação como falta de paciência e também certa parcialidade.

Confira o momento em que Bolsonaro encerra entrevista

‘Rachadinha’ e Flávio Bolsonaro

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou no dia 4 de novembro de 2020, o senador Flávio Bolsonaro por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato, apropriação indébita entre 2007 e 2018 – todas causas referidas do caso “rachadinha da Alerj”.

O Ministério Público ajuizou o pedido no dia 19 de outubro junto ao Órgão Especial do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). Além de Flávio Bolsonaro, o caso envolveu outros 15 nomes, entre eles, Fabricio Queiroz, acusado de movimentar R$1,2 milhão em sua conta bancária.  A rachadinha é um crime que consiste no repasse de salário de funcionários ou pessoas terceirizadas do governo federal para políticos e assessores parlamentares. 

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Foto: Reprodução

Mas no último dia 23 de fevereiro, os ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram anular as quebras dos sigilos do filho de Bolsonaro no caso das rachadinhas. A defesa de Flávio declarou que o senador não cometeu “qualquer irregularidade” e que ele “desconhece supostas operações financeiras entre ex-servidores da Alerj”.

Na decisão, os ministros do STF alegaram entender que “a decisão judicial que autorizou as quebras dos sigilos bancários e fiscal de Flávio Bolsonaro não foi devidamente fundamentada como prevê a lei.”

Jair Bolsonaro
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