CEMIG estuda abrir filial de comercialização de energia em São Paulo

A CEMIG anunciou que estuda abrir uma filiam de sua unidade de comercialização de energia elétrica em São Paulo. O objetivo é capturar oportunidades de negócios no mercado livre de eletricidade. No entanto, o anúncio chega após a polêmica – a empresa já negou – da pretensão de mudar sua sede para São Paulo.

 

Oportunidade de novos negócios para a CEMIG

A ampliação de canais de comercialização de energia elétrica no mercado nacional é vista como estratégica para a empresa. Nesse sentido, estabelecer uma filial próxima aos grandes consumidores e suas sedes comerciais pode contribuir para fortalecer o posicionamento da CEMIG no mercado livre de energia.

Vale destacar, que São Paulo concentra a maior parte das comercializadoras de energia, com muitas delas na região da Faria Lima – importante polo do mercado financeiro paulista. Além disso, a própria Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) fica em São Paulo. É na CCEE onde os contratos de compra e venda de energia no mercado livre são registrados e as transações são monitoradas, contabilizadas e liquidadas.

De fato, a CEMIG possui uma unidade de comercialização de energia que é uma das líderes no mercado livre. É no mercado livre, onde os grandes consumidores de energia, tais como: indústrias e centros comerciais, negociam diretamente seu suprimento de eletricidade.

 

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Mercado livre vs mercado cativo

Para a grande maioria de consumidores residenciais e comerciais, não existem opções para a aquisição de energia elétrica. O mercado é cativo da distribuidora de energia local. Trata-se de um fornecedor compulsório, com tarifa regulada, isonômica para uma mesma classe  (A1, A2, A3 e A4).

Já o consumidor livre pode negociar livremente sua energia. O valor de sua energia é resultante de sua opção individual de compra, que poderá incluir contratos de diferentes prazos e maior ou menor exposição ao preço de curto prazo. Nesse sentido, no mercado livre o consumidor é responsável por gerir incertezas e por seus erros e acertos na decisão de contratação. Assim, o consumidor livre toma para si a tarefa de gerir suas compras  de energia e os riscos associados.

 

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Geração distribuída: nova opção para o mercado cativo

Finalmente, a geração distribuída é um fenômeno recente e crescente no mundo inteiro. Enfim, trata-se de uma nova opção para o consumidor gerar sua própria energia elétrica. Tradicionalmente, essa opção é realizada através da instalação de placas fotovoltaicas nos telhados das residências ou dos estabelecimentos comerciais. Além disso, uma nova opção de energia solar por assinatura vem ganhando cada vez mais destaque. Isso porque se trata de uma possibilidade de redução dos gastos na conta de luz, sem investimentos para aquisição de equipamentos.

 

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