Contas de energia em alta

A inflação dos preços é uma das grandes preocupações atuais. Afinal, o ritmo de vacinação e proteção contra a covid avança, a economia dá sinais de recuperação e a vida das pessoas tende a voltar ao normal paulatinamente. No entanto, a inflação assusta os brasileiros, que tiveram queda de renda e observam que os produtos e serviços estão cada dia mais caros. Nesse contexto, a conta de energia é a grande vilã nos últimos meses, dada a crise hídrica e os reajustes das bandeiras tarifárias.

 

Inflação bate recorde com alta das contas de energia

A inflação oficial medida pelo IPCA já acumula 8,35% nos últimos 12 meses. Assim, o atual patamar de inflação é o maior dos últimos 5 anos. Praticamente todos os produtos e serviços tiveram alta de preço nos últimos meses. Em todas as regiões do país!

O custo de vida do brasileiro segue pressionado principalmente pelos itens de energia: gás, energia elétrica.e combustíveis. Afinal, observamos um aumento de quase 44% em 12 meses.

As contas de energia elétrica devem seguir pressionando o bolso dos brasileiros. Isto por que a crise hídrica e as bandeiras tarifárias mais altas devem permanecer até o mês de novembro, quando inicia o período chuvoso. Nesse sentido, os brasileiros estão pagando taxas extras nas suas contas de energia elétrica desde dezembro de 2020.

 

Encruzilhada energética

A energia continuou subindo muito por conta da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que passou a vigorar em junho e acrescenta R$ 6,243 à conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em maio, estava em vigor a bandeira vermelha patamar 1, cujo acréscimo é menor (R$ 4,169).

En julho, a Aneel aprovou um aumento de 52% na taxa da bandeira vermelha patamar 2, que deve pressionar ainda mais o orçamento das famílias e das empresas. Pior, a agência sinalizou a possibilidade de novos aumentos em agosto, dependendo do avanço da crise hídrica, do nível dos reservatórios e da necessidade de despacho termelétrico.

A questão energética desempenha um papel crítico nesse momento. A recuperação econômica tão aguardada deve pressionar a demanda de energia e elevará os preços. Assim, a energia pode representar um freio, seja através de racionamento, seja através de tarifas mais caras.

Energia solar

As fontes renováveis, com destaque para a energia solar e eólica, surgem como uma possível resposta. Afinal a geração de energia aproveitando a irradiação solar ou a velocidade dos ventos,  ajudam a economizar água dos reservatórios e minimizam a necessidade do despacho termelétrico.

Recentemente, a energia solar por assinatura vem ganhando destaque. Afinal trata-se de uma possibilidade de gerar sua própria energia elétrica, sem a necessidade de investir na aquisição e instalação de placas fotovoltaicas. Essa nova modalidade é baseada no compartilhamento de fazendas solares. A SUNWISE é uma empresa especializada na energia solar por assinatura e oferece economias e sustentabilidade para milhares de famílias e empresas no estado de Minas Gerais.

A SUNWISE destaca que possui planos que protegem o bolso dos consumidores contra os aumentos nas contas de luz. Quanto mais as contas sobem, maiores são as economias com a energia solar.

Com energia, gás e gasolina, inflação vai ao maior nível em cinco anos

IPCA foi de 0,53% em junho. Inflação oficial soma 8,35% em 12 meses, maior taxa desde 2016, e em algumas regiões atinge dois dígitos

Reprodução

Com reajustes constantes, energia é um dos itens que mais têm impacto na taxa de inflação e nas despesas do consumidor

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,53% em junho, abaixo de maio, mas na maior taxa para o mês desde 2018, segundo o IBGE. Com o resultado divulgado nesta quinta-feira (8), o índice oficial de inflação somou 3,77% no primeiro semestre. Em 12 meses, foi a 8,35%, maior variação acumulada desde setembro de 2016.

Oito dos nove grupos tiveram alta em junho. E a inflação subiu em todas as áreas pesquisadas. Em quatro delas, o IPCA acumulado superou os 10%. Embora alguns tenham aumentado menos no mês passado, itens como gás, energia elétrica e combustíveis (com quase 44% em 12 meses) continuam pressionando o custo de vida.

Conta de luz

Assim, no grupo Habitação (alta de 1,10% no mês), a energia elétrica subiu menos (de 5,37% para 1,95%), mas representou o maior impacto individual de junho, com 0,09 ponto percentual.

Além da energia, o IBGE destaca a taxa de água e esgoto, com alta média de 1,04%, depois de reajustes em São Paulo e Curitiba. Os preços do gás de botijão e encanado também aumentaram: 1,58% e 5,01%, respectivamente.

Carne: 38% em 12 meses

Em Alimentação e Bebidas, a variação foi de 0,43%, quase igual à de maio. Segundo o instituto, a alimentação no domicílio subiu 0,33%, com o quinto aumento seguido do item carnes (1,32%), que agora soma 38,17% em 12 meses. Por outro lado, caíram os preços de batata inglesa (-15,38%), cebola (-13,70%), tomate (-9,35%) e frutas (-2,69%). Já a alimentação fora subiu 0,66% – o lanche aumentou 0,24% e a refeição, 0,85%.

No grupo Transportes (0,41%), os combustíveis subiram 0,87% e somam 43,92% nos últimos 12 meses. Apenas a gasolina teve aumento médio de 0,69% e impacto de 0,04 ponto na inflação de junho. O IBGE apurou ainda aumentos no etanol (2,14%), no óleo diesel (1,10%) e no gás veicular (0,16%).

Carros e planos de saúde

Automóveis novos (0,51%) e usados (0,58%) mantêm alta, assim como motocicletas (0,90%). E itens relacionados acompanham o aumento, como pneu (2,10%) e conserto de automóvel (0,43%). As passagens aéreas caíram 5,57% (impacto de -0,02 ponto).

Com aumento médio de 0,67% nos planos de saúde e de 0,68% em itens de higiene pessoal, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais subiu 0,51% e representou 0,07 ponto na taxa geral. Vestuário foi o grupo com maior variação no mês: 1,21%, e impacto de 0,05 ponto. Subiram preços de calçados e acessórios (1,53%), roupas masculinas (1,52%) e femininas (1,10%).

:: Com alta de itens básicos, IPCA tem maior taxa para maio em 25 anos e inflação dispara ::

Entre as áreas pesquisadas, o maior índice de junho foi apurado na região metropolitana de Recife (0,92%) e o menor, em Brasília (0,17%). Em 12 meses, o IPCA vai de 7,13% (Brasília) a 12,06% (Rio Branco). Também supera os dois dígitos em Campo Grande (11,38%), São Luís (10,36%) e Fortaleza (10,07%). Na Grande São Paulo, soma 7,53%, acima do Rio de Janeiro (6,84%). Belo Horizonte e Porto Alegre têm taxas próximas: 9,08% e 9,07%.

INPC acima de 9%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 0,60%, abaixo de maio, mas o dobro de junho de 2020. Com isso, foi de 3,9% no ano e 9,22% em 12 meses.

Produtos alimentícios subiram 0,47%. E os não alimentícios tiveram alta de 0,64%.

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