Golpe do Pix é enviado por SMS: saiba como se proteger

As facilidades oferecidas pelos golpistas para o pagamento de contas acabam atraindo novas vítimas

O sucesso do sistema de pagamento instantâneo do Banco Central tem atraído não apenas os cidadãos, mas também chama a atenção de criminosos. Para conseguir dinheiro fácil, foi criado o golpe do Pix, visto que a ferramenta permite movimentações rápidas de quantias de dinheiro.

Por isso, a vítima tem menos tempo para perceber que está sendo enganada. Através do golpe mais recente, são oferecidos descontos em faturas de cartão de crédito e de contas de celular. Então, para não cair no golpe do Pix, veja a seguir como funciona essa nova artimanha que tem sido realizada em várias regiões do país. Confira ainda as principais dicas para se proteger.

Como funciona o golpe do PIX?

Os golpistas encontraram uma nova forma de atrair as vítimas e enganá-las: oferecendo descontos em faturas de cartão de crédito ou celular através de mensagens enviadas via SMS.

Nestas mensagens é informado que instituições financeiras como operadoras de cartão de crédito e companhias de telefonia estão realizando uma campanha para facilitar o pagamento das contas pagas, mas, a condição para receber esse suposto desconto é fazer o pagamento através do Pix. 

As mensagens costumam ter um link falso que direciona a vítima para um site onde ela poderá obter a fatura com desconto, após informar seus dados pessoais. Também são solicitadas informações como a bandeira do cartão de crédito, os quatro últimos dígitos do cartão, além do valor total da fatura.

Para finalizar a transação, o site informa uma chave Pix para que o pagamento seja feito com o devido desconto. No caso do pagamento das faturas relacionadas à aparelhos celulares, a chave Pix tem sido informada na própria mensagem. 

Como funciona o PIX?

O Pix tem sido bastante utilizado por golpistas diante da facilidade do pagamento, que é instantâneo. Criado pelo Banco Central, essa ferramenta virtual possibilita a transferência de quantias de diversos valores entre contas em poucos segundos, a qualquer hora, mesmo em dias como sábados, domingos e feriados.

Os pagamentos pelo Pix podem ser realizados a partir de uma conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga. Para utilizar o Pix, o cliente registra sua chave deve acessar o aplicativo ou internet banking da sua instituição e informar a chave da pessoa que receberá o dinheiro.

Rapidamente, a quantia cai na conta e a pessoa pode movimentar normalmente. Segundo o Banco Central, não há limite mínimo para pagamentos ou transferências via Pix. Isso quer dizer que você pode fazer transações a partir de R$0,01. Em geral, também não há limite máximo de valores, mas as instituições que ofertam o Pix podem estabelecer limites baseados em critérios de mitigação de riscos de fraude e outros crimes.

Essa praticidade, no entanto, não é vista na hora de cancelar o envio de um Pix ou conseguir obter a quantia de volta. Caso isso seja necessário, a orientação do Banco Central é negociar com o recebedor a devolução do valor. Outra opção é entrar em contato com a instituição financeira e solicitar que seja feito o estorno. Isso poderá ser feito caso o dinheiro ainda não tenha sido sacado.

O cliente também pode fazer uma reclamação nos canais de atendimento da própria instituição e do Banco Central e registrar uma ocorrência na Polícia. Para comprovar a situação, guarde todos os documentos e evidências.

Como se proteger do golpe do Pix?

Especialistas ressaltam que as mensagens têm sido enviadas através de short-codes, que são os números que costumam ser utilizados pelas empresas. Isso pode acabar confundindo a vítima, que acredita estar se comunicando com as instituições financeiras.

Por isso, a orientação é ficar atento a possíveis indícios de que a mensagem seja falsa. Uma dica é sempre desconfiar de promessas que sejam muito vantajosas e preços de produtos que estejam abaixo do valor original. Além disso, caso receba alguma mensagem que possua links, não clique ou compartilhe ou informe dados pessoais, de contas bancárias ou cartões de crédito em sites desconhecidos. 

Para assegurar que se trata de um contato oficial de empresas ou instituições financeiras, busque os canais de comunicação e atendimento ao cliente para confirmar as informações do que está sendo oferecido. Veja algumas dicas do Banco Central:

 

  • Acesse o Pix somente no ambiente da sua instituição;
  • Confira o destinatário do Pix na tela de confirmação;
  • Confirme se a solicitação de dinheiro por parente ou amigo via aplicativo de mensagens é verdadeira;

Golpes pelo WhatsApp

Com a intenção de convencer o cidadão a transferir valores ou a realizar pagamentos indevidos, os criminosos também possuem outros tipos de golpes. Um deles é o sequestro de contas de whatsapp, para conseguir isso, são oferecidos produtos, cursos, serviços ou sorteios.

Então, para confirmar a adesão, solicitam que a vítima informe o código que foi enviado ao celular. Mas isso se trata do código de verificação de seis dígitos que possibilita acessar o perfil a partir de outro aparelho. Com isso, os golpistas conseguem entrar em contato com as pessoas próximas da vítima para pedir ajuda financeira.

Na maioria dos casos, é solicitado que o dinheiro seja transferido por Pix, o que também dificulta a identificação imediata do golpe.

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