Google assume compromisso para operar com zero carbono até 2030

Google inova mais uma vez e assume compromisso de ter todos os seus datacenters e escritórios abastecidos com energia limpa até 2030

Google é uma das empresas mais valiosas e admiradas do mundo. Recentemente, a  empresa reforçou seu compromisso de rodar sua operação somente com energia renovável. E anunciou que todos os seus datacenters e escritórios rodarão exclusivamente com eletricidade zero-carbono até 2030.

Usina fotovoltaica do Google no deserto de Mojave na fronteira entre California e Nevada; foto: REUTERS/Steve Marcus

 

Meta audaciosa e exemplo a ser seguido

De fato, a meta audaciosa do Google força a empresa a buscar inovação e dar o exemplo. A crescente conscientização do público sobre os riscos da mudança climática está direcionando novas ações das empresas líderes de mercado. Os incêndios catastróficos em diversas partes do globo estão presentes em todos tele-noticiários. Energias renováveis, tais como, energia solar e eólica, já respondem por cerca de 61% do consumo global do Google em 2019. No entanto, a adoção ainda é dispersa. Enquanto, energia eólica responde por 96% do consumo de eletricidade em Oklahoma, o gás natural ainda atende a operação de Cingapura.

A inovação do Google deve acelerar a adoção de baterias para armazenar energia solar, de fontes emergentes como geotérmica, e de novas práticas de gestão de energia. O planejamento de uma operação carbono-zero 24×7 abrangendo todos os datacenters e escritórios ao redor do planeta apresenta um enorme desafio operacional. Se uma pessoa clica em uma busca as 3am, o Google encontrará a eletricidade para rodar a busca de uma bateria, turbina eólica, placa solar, ou outra fonte renovável nesse exato momento. Nesse ponto, o Google pode fazer a diferença na adoção de energia solar com baterias. A modelagem já está concluída e daí a confiança no atingimento da meta de zero-carbono até 2030.

Compromissos maiores para mudança

As novas metas da empresa consideram também 5 GW de energia renovável para seus fornecedores e financiamento para plantio de árvores além de sua necessidade de compensação. Além disso, o Google também estabeleceu parcerias e compartilhará dados com 500 entidades governamentais ao redor do mundo para tentar cortar 1 gigaton de emissões de carbono anualmente até 2030. Outro aspecto curioso do plano é o atendimento a uma petição de 2000 funcionários do Google. Nesse sentido, eles pediam que a companhia não vendesse serviços de computação na nuvem e armazenagem de dados para empresas petrolíferas. A restrição também se aplica a políticos que negam a existência da mudança climática.

Assim como diversas outras empresas líderes de tecnologia como Apple e Amazon, a Google já atingiu o marco de carbono-neutro desde 2007. De fato, a compensação de sua pegada de carbono se deu através de árvores plantadas, créditos de carbono comprados e usinas renováveis financiadas. Em suma, entre 1998 e 2006, a empresa estima que já compensou 1 milhão de toneladas de emissões.

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