Saiba porque a expansão da energia solar deve continuar em 2021

Vamos dar a volta ao mundo e acompanhar as principais tendências recentes que influenciarão o mercado de energia solar em 2021. 

2021 mostra sinais que o crescimento acelerado da energia solar continuará forte. Apesar da pandemia da covid-19, 2020 foi um ano muito positivo para o meio ambiente e para as energias renováveis. Os volumes de investimentos mantiveram patamares elevados, sendo que novos projetos de energia renovável ao redor mundo receberam cerca 281bilhões de dólares. Já no Brasil, a energia solar teve investimentos de R$ 13 bilhões em 2020. Vamos dar a volta ao mundo e acompanhar as principais tendências recentes que influenciarão o mercado de energia solar em 2021.

Energias renováveis solar eólica esg
A china se comprometeu a atingir a neutralidade em carbono até 2060 (imagem: reuters)

 

Primeira parada: China puxará crescimento nos próximos 5 anos

Espera-se uma expansão recorde da energia solar nos próximos cinco anos na China. O anúncio do presidente Xi Jinping em setembro de que o país planeja zerar as emissões de carbono até 2060 elevou as expectativas globais para o setor.

Por outro lado, a manufatura chinesa que domina o mercado de módulos fotovoltáicos apresentou aumento de preços trimestral pela primeira vez desde 2015. Isso aconteceu devido a interrupções de fabricação e disparada do preço de vidros fotovoltaicos, devido ao maior uso de painéis bifaciais.

Segunda parada: Explosão de baterias nos EUA

A nova capacidade de armazenamento de baterias nos EUA mais que dobrou no terceiro trimestre de 2020 em relação ao segundo, de acordo com a Wood Mackenzie e a Associação de Armazenamento de Energia dos EUA. Projetos na Califórnia foram um dos principais motores do aumento.

Além disso, o setor de energia solar residencial se recuperou no final do ano, acrescentando 19 GW. Essa recuperação aconteceu após uma queda forte de 20% no segundo trimestre sob o impacto das restrições da pandemia.

Terceira parada: União Européia não fica para trás

Cerca de 40% da eletricidade na União Europeia no primeiro semestre de 2020 veio de fontes renováveis, em comparação com 34% de usinas que queimam combustíveis fósseis, de acordo com o grupo ambientalista Ember.

Além disso, a Espanha se coloca como nova potência de energia solar no continente. A eletricidade fornecida por seus parques solares com o maior potencial de energia solar da Europa cresceu mais de 60% em 2020, gerando mais de 15 mil GWh de energia. Embora a capacidade instalada da Espanha ainda seja cerca de 1/3 daquela do líder, Alemanha, sua taxa de crescimento deve ser cerca de 2x maior.

Quarta parada: Reino Unido sem carvão por mais de 2 meses

O Reino Unido ficou 67 dias sem carvão – o mais longo período sem carvão desde a Revolução Industrial – e ajudou a tornar 2020 o ano mais verde do país em sua rede elétrica. Além disso, o Reino Unido vai eliminar completamente o combustível poluente até 2025. Já que uma parte cada vez maior de sua energia vem de parques solares e eólicos.
O primeiro-ministro Boris Johnson também prometeu proibir novos carros movidos a gasolina até 2030. Além disso, deve gastar US$ 1 bilhão nesta década para capturar emissões de carbono de pelo menos dois polos industriais.

Quinta parada: Austrália com 29% das casas com energia solar

Os altos preços da eletricidade e luz solar abundante impulsionaram a demanda por energia solar em telhados. A Austrália apresenta a positiva marca de cerca de 29% das residências equipadas com painéis. Para efeito de comparação, estima-se que o Brasil possui cerca de 0,5% de clientes residenciais atualmente se usufruindo de energia solar, seja com placas no telhado, seja com fazendas solares.

Última parada: Muito espaço para crescer no Brasil

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar, Absolar, o Brasil atingiu 7,5 GW de potencia instalada da fonte solar. O segmento atraiu mais de R$ 13 bilhões em investimentos em 2020, criaram mais de 86 mil novos empregos, e contribuiu para um crescimento de 52% em relação aos investimentos acumulados desde 2012.

Enfim, a fonte solar responde por cerca de 2% da matriz elétrica e possui amplo espaço para crescimento. Por exemplo, a modalidade de geração distribuída que permite a geração de energia próxima ao ponto de consumo atingiu 4,4 GW de capacidade instalada e atende cerca de 462 mil consumidores. De fato, ainda distante do potencial de mais de 70 milhões de consumidores cativos no Brasil.

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