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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, anunciou na tarde desta terça-feira, 9, que a sigla irá protocolar na Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação em que acusa o presidente da República, Jair Bolsonaro, por crime de improbidade administrativa "por compra de votos com dinheiro público".

O governo Bolsonaro liberou R$ 1,13 bilhão em emendas parlamentares voltadas para a área da saúde. A decisão está formalizada em 37 portarias editadas ontem à noite em duas edições extraordinárias do Diário Oficial da União (DOU) publicadas com data da segunda-feira.

"O governo de maneira escandalosa autorizou o empenho de valores da ordem de R$ 1 bilhão de reais, além da irresponsabilidade administrativa, esse governo está comprando votos com cheque sem fundo", disse o líder do PT.

Além da representação na PGR, o partido afirmou que entrará com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que sejam sustados os efeitos da publicação do DOU. "Uma ação que em caráter liminar pede sejam sustados efeitos da publicação do DOU da farra do dinheiro público para compra de votos da reforma da previdência", disse o parlamentar.

"O governo que até poucos dias dizia que não era governo do toma lá, dá cá, não só está utilizando dinheiro público para comprar votos de parlamentares para que votem a favor da destruição da previdência pública, como está empenhando recursos que não estão no orçamento, está comprando votos com cheque sem fundo", afirmou ainda Pimenta.

A reportagem entrou com a assessoria do Planalto, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.