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As transformações vivenciadas pelos profissionais de contabilidade nos últimos anos não apenas interferiu na metodologia de trabalho, mas também tem exigido que o perfil de quem atua na categoria seja atualizado.

Com o avanço da tecnologia, a capacidade de interpretação dos dados passa a se sobressair ao simples preenchimento de formulários. “Antes, o empresário contábil era o operacional dentro de uma empresa. Hoje, ele precisa, entender de gestão, de empreendedorismo e de finanças. Afinal, mais do que preencher formulários, é o profissional que auxilia o empresário a interpretar as informações acessórias, contribuindo, desta forma, para melhorar e otimizar a administração das empresas”. A observação é do presidente Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo (Sescon-SP), Reynaldo Lima Jr.

Em avaliação pessoal, Lima Jr. pontua que a tendência da profissão é que os contadores passem a atuar em nichos. “O contador não poderá mais ser um generalista, ele terá que se especializar. Isto é, os escritórios passaram a atender clientes por segmentos de atuação, pois assim, fica mais fácil de o contador se aperfeiçoar nas especificidades de um setor e contribuir ainda mais na gestão do negócio”, diz.

Apesar disso, continua o presidente do Sescon-SP, isso não exclui que o contador seja um “generalista em tecnologia”. “O profissional tem de estar antenado com as tecnologias e se aprimorar o tempo todo.

Especialização

A participação feminina no setor também tem avançado, mas ainda há algumas barreiras a serem superadas pelas mulheres. Levantamento realizado pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) indicou aumento de 70% no número de mulheres associadas nos últimos oito anos.

Apesar disso, a participação delas ainda é pequena, representando apenas cerca de 15% do número total. É uma diferença grande se for levado em conta que, no Brasil, o número de mulheres na contabilidade representa cerca de 42% do total de profissionais.

“A participação de mulheres na profissão de auditoria independente ainda é baixa, principalmente nos níveis hierárquicos mais altos das empresas, pois durante muitos anos tivemos a cultura de que apenas homens exerciam a função de auditor independente”, explica Francisco Sant’Anna, presidente do Instituto de Auditores. Mas, essa mentalidade, complementa Sant’Anna, vem mudando rapidamente. “E, de modo gradual, as profissionais estão ocupando seu lugar no mercado de trabalho, assumindo funções de liderança e se destacando, assim como fazem em diversas outras áreas”, projeta o presidente do Ibracon.