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SÃO PAULO - As ações da Petrobras ampliavam perdas nesta sexta-feira, depois que o presidente Jair Bolsonaro admitiu à imprensa que telefonou para o presidente da estatal para falar sobre o reajuste de 5,7 por cento no preço do diesel anunciado pela companhia e que se reunirá com representantes da petrolífera na próxima semana para tratar da política de preços de combustíveis.

Com a pressão de Bolsonaro, a Petrobras desistiu de elevar o preço do diesel nas refinarias a partir desta sexta-feira.

Às 14h04, o papel preferencial da Petrobras tinha baixa de 7,5 por cento e o ordinário tinha recuo de 7,7 por cento, liderando as perdas do Ibovespa, que apresentava queda de 2 por cento.

"É uma questão muito delicada, porque o intervencionismo do governo é ruim para a empresa, mas o risco de mais uma greve dos caminhoneiros é iminente e a gente não pode ignorar isso. Essa ingerência do governo na gestão da empresa era comum durante o governo do PT e isso acabou com a companhia. O medo é que isso aconteça novamente", afirmou um analista de uma corretora paulista que pediu para não se identificado.

"Uma possível greve dos caminhoneiros agora seria pior do que da última vez, levando em consideração que estamos no meio do processo de aprovação da reforma mais importante que esse país já teve (Previdência)", acrescentou.

 

(Por Stéfani Inouye)