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A bolsa paulista subiu pelo quinto pregão consecutivo na última sexta-feira, renovando a máxima recorde de fechamento após oscilar entre altas e baixas mais cedo. Ao final da sessão, o Ibovespa subiu 0,3%, aos 91.840,79 pontos. Na semana, acumulou alta de 4,5%.

O giro financeiro somou R$ 16,77 bilhões. O indicador começou o dia pressionado por embolso de lucros, na esteira de declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre uma reforma da Previdência com idade mínima mais baixa que a esperada, chegando a cair 0,8% na mínima. Na máxima intraday, teve avanço de 1,24%, aos 92.701,36 pontos.

“Foi um misto de necessidade de realização (de lucros) após período relativamente longo de alta com exterior muito positivo”, diz o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira, e afirma que a firmeza de ações atreladas a commodities contrabalançou as perdas do setor bancário, varejo e da Embraer.

No exterior, o S&P 500 e Dow Jones subiam mais de 3% na reta final do pregão, com os comentários do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, para acalmar investidores preocupados com a desaceleração econômica dos EUA corroborando fortes indicadores de emprego.

Entre os destaques, Cielo ON liderou os ganhos do Ibovespa, com alta de 7,98%. Na esteira do avanço dos preços do aço na china, Usiminas PNA subiu 5,86%, enquanto Gerdau PN e CSN ON registraram ganhos de 2,65% e 4,61%, respectivamente.

Petrobras pegou carona nos preços do petróleo no mercado internacional e seus papéis subiram 0,28% (PN) e 1,14% (ON). Vale ON registrou aumento de 6,51%.

Embraer registrou um recuo de 5,02%, no pior desempenho do Ibovespa. Nas ações financeiras, Itaú Unibanco caiu 1,68%, Bradesco PN recuou 0,78%, Banco do Brasil ON fechou em estabilidade e Santander perdeu 0,11%.

Mercado cambial

Depois de dois dias acompanhando à distância o mercado externo, o dólar colou nas movimentações do mercado internacional e encerrou em baixa pela terceira sessão consecutiva. A divisa encerrou em queda de 1,04%, cotada aos R$ 3,7147, pior nível desde novembro último (R$ 3,6943).

O movimento foi reflexo das declarações do chairman do Fed. Na mínima, o dólar caiu a R$ 3,7101 reais e, na máxima, subiu a R$ 3,7865 reais. O dólar futuro caía 1,06%.

“Powell trouxe um discurso de que a economia está boa, tem potencial de continuar crescendo, com inflação sob controle, trazendo euforia ao mercado”, explicou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano.

Antes de sua fala, o dólar havia se firmado em alta após dados robustos sobre o mercado de trabalho norte-americano que, segundo Serrano, já reduziam “um pouco as preocupações de recessão” nos EUA.

No exterior, o dólar, que também estava subindo ante uma cesta de moedas depois da divulgação dos dados do mercado de trabalho dos EUA, voltou a cair com a fala do Powell. A divisa também caía ante divisas de emergentes como a lira turca.

O BC vendeu 13,4 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 2,01 bilhões do total de US$ 13,398 bilhões que vencem em fevereiro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral. /Reuters