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O Banco Inter registrou um avanço de 37,2% na carteira de crédito no segundo trimestre deste ano em relação a igual período de 2018, de R$ 2,889 bilhões para R$ 3,963 bilhões. A expectativa é de crescimento e de contínua geração de valor para os próximos meses.

O avanço na carteira total foi puxado principalmente pela alta nos cartões de crédito da instituição, que saiu de R$ 159,6 milhões no segundo trimestre de 2018 para R$ 500,1 milhões neste ano, um crescimento de 213,3%.

As demais linhas do banco também demonstraram aumentos significativos. O crédito imobiliário, responsável por mais da metade da carteira, saiu de R$ 1,681 bilhão para R$ 2,268 bilhões, alta de 34,9% na mesma relação.

Em seguida, vieram o crédito voltado para empresas, com aumento de 45,9% (de R$ 215,6 milhões para R$ 314,5 milhões) e a modalidade consignado, que cresceu 5,7% (de R$ 832,6 milhões para R$ 880 milhões).

“Até 12 meses atrás, cerca de 4% ou 5% do crédito era colateralizado [oferecia garantias] com ativos importantes, como o home equity, o consignado ou as linhas para PMEs [Pequenas e Médias Empresas] ligados a grandes contratos. Mas a adição do cartão de crédito ajudou a piorar o índice de provisionamento”, explicou o CEO do Banco Inter, João Vitor Menin. Nessa linha, as provisões para devedores duvidosos da instituição somaram R$ 31,1 milhões no segundo trimestre de 2019, mais do que o dobro (+145,2%) do registrado no mesmo intervalo do ano passado, de R$ 12,7 milhões.

“É importante dizer, porém, que o crescimento desse ativo será parcimonioso. De um lado porque ele não tem nenhum colateral [garantia], mas também porque queremos ter a parte mais barata do rotativo no Brasil. Preferimos crescer menos e achar novas formas de suprir essa provisão”, acrescentou o executivo.

No que diz respeito às receitas com prestações de serviços, o Banco Inter demonstrou um incremento de 117,8% no segundo trimestre deste ano contra os mesmos três meses de 2018, de R$ 20,3 milhões para um total de R$ 44,2 milhões. Parte do aumento também foi puxado pelo crescimento na base de clientes.

No segundo trimestre, a instituição atingiu 2,541 milhões de contas digitais. O número responde por um aumento de 242,9% na mesma base de comparação (741,5 mil) e já ultrapassa a projeção do Banco Inter de que atingiria a marca de 2,5 milhões de contas somente ao final deste ano. “O destaque fica para a grande diversificação de serviços que temos promovido e que tem colaborado muito para a receita”, completa João Vitor Menin.

Entregas

Além do follow on realizado pelo Banco Inter em julho último, constituído pela emissão de 31,2 milhões de ações ordinárias e de 62,4 milhões preferenciais e cujos reflexos ainda devem ser sentidos ao longo dos próximos trimestres, o presidente da instituição também reforçou o lançamento de dois novos serviços.

O primeiro é o chamado “Super app”, nova plataforma do banco com a proposta de oferecer serviços financeiros e não financeiros e que deve sair ainda neste mês. O segundo é o lançamento, até o final do ano, de um programa de adquirência sem maquininha voltado para micro, pequenos e médios empreendedores.

Para o presidente do banco, ainda que a geração de valor não seja imediata, a eficiência e o potencial de crescimento acabam sendo bastante relevante. “Na medida em que lançamos nossos projetos, também podemos baixar certos custos, atrair novos clientes e conquistar monetização. Queremos que as pessoas vivam cada vez mais na nossa plataforma”, disse Menin.

O lucro do Banco Inter no segundo trimestre deste ano foi de R$ 32,939 milhões, um aumento de 90,9% em relação ao mesmo período de 2018, quando estava em R$ 17,256 milhões. Já Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) da instituição atingiu 13,7%, alta de 3,2 pontos percentuais na mesma relação (10,6%). Ao final do pregão de ontem, os papéis do Banco Inter subiam 6,25%, cotados em R$ 22,10.