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O Itaú Unibanco espera que o programa de venda de participações e privatizações do governo de Jair Bolsonaro movimente R$ 434 bilhões em até quatro anos, de acordo com o diretor geral de atacado do banco, Caio Ibrahim David.

Dentre os motores para que essa estimativa seja alcançada, segundo ele, estão o segmento de óleo e gás, que deve responder pela maioria, em torno de R$ 257 bilhões, e ainda a privatização e descotização da Eletrobras.

O setor elétrico deve responder, conforme as estimativas do Itaú por R$ 90 bilhões do programa de privatizações. Na sequência, estão o segmento financeiro, com R$ 36 bilhões, e indústrias globais, com R$ 33 bilhões. As projeções do banco não consideram ativos imobiliários nem a privatização da Infraero.

Para o mercado de capitais, segundo David, a expectativa do Itaú é de um crescimento “mais expressivo” neste ano. Em 2018, conforme o executivo, o volume de emissões de dívidas e de ações ultrapassou a casa dos R$ 200 bilhões. Até o momento o mercado brasileiro, já foi palco em emissões divida e ações. Somente no mercado de renda fixa o montante no primeiro trimestre deste ano totaliza R$ 27 bilhões.

“O mercado de capitais tem suportado bastante bem as grandes empresas do País”, disse David, durante evento Macro Vision 2019, promovido pelo Itaú Unibanco, na manhã de ontem, em São Paulo.

Tanto é que do lado do crédito tradicional a expectativa do banco, conforme o executivo, é de crescimento mais modesto dos empréstimos para as grandes empresas. Segundo ele, a tendência é a de que a pessoa física continue apresentando uma expansão mais forte por conta do aumento do consumo das famílias.

"No mercado de crédito, temos uma boa notícia. Esperamos crescimento em 2019 e 2020, permitindo, que aos poucos o crédito volte a representa ao redor 50% do PIB”, destacou David.

Para o Itaú, a relação crédito/PIB deve passar de 47,4% em 2018 para 47,9% neste ano e 48,7% em 2020. Sobre as projeções da carteira do próprio banco, David disse que o banco mantém os guidances divulgados no início do ano. Depois de ver seus empréstimos totais se expandirem em 6,1% em 2018, o Itaú espera incremento entre 8% e 11% neste exercício.

Palavra do presidente

O presidente executivo do Itaú Unibanco, Candido Bracher, disse que enxerga uma disposição do governo de Jair Bolsonaro de levar o País a uma estrada de maior produtividade, competitividade e maior equilíbrio fiscal. Como exemplos, citou, durante encerramento de evento de ontem, a reforma da previdência, o projeto de independência do Banco Central (BC). /Estadão Conteúdo