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O Santander Brasil lançou um novo braço de negócios, a empresa de tecnologia Pi, que vai gerir uma plataforma independente de investimentos, que deve concorrer com o serviço do próprio banco.

O modelo do negócio está focado na independência dos agentes autônomos e incentivo em pontos. Ou seja, as comissões que são pagas normalmente aos agentes autônomos em outras plataformas são revertidas em pontos para os investidores, que podem transformar em dinheiro ou reinvestir. “Viemos para resolver dois problemas, a desintermediação e a democratização dos investimentos”, disse Felipe Bottino, CEO da Pi Investimentos. Segundo Bottino, cerca de um terço, em média, da remuneração das aplicações é direcionada aos agentes autônomos de investimentos. Bottino disse ainda que outro diferencial da plataforma é o investimento por objetivo. “A construção de uma carteira com objetivo não é normalmente valorizada. Entendemos que o mais importante não é comprar um produto A, B, C, mas ter um objetivo correto de investimento”, disse. A meta da instituição é ter em três ou quatro anos 1 milhão de clientes. O valor investido pelo Santander Brasil não foi revelado.

A plataforma atuará em duas frentes, como um “shopping de investimento”, onde estarão disponíveis todos os produtos, com investimento mínimo de R$ 50,00, e com assessoria nas carteiras exclusivas, com mínimo de R$ 100,00.

Inicialmente, estão sendo oferecidos produtos de renda fixa bancária, como CDB, LCA e LCI e letras de câmbio, somando cerca de 80 produtos. Até o final do ano, a expectativa é ter um home broker na plataforma, para investimento no mercado de renda variável, e também opções para investimento no Tesouro Direto, produtos de previdência e de crédito privado . A Pi deve ter disponível este ano fundos, o que está pendente da aprovação da Comissão de Valores Mobiliários. /Estadão Conteúdo