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Otimizar processos e reduzir custos é essencial para qualquer empresa, seja para aumentar a lucratividade ou para enfrentar períodos de crises. E foi para auxiliar gestores nestes dois fatores que a Tevec Metodologias e Sistemas foi criada. “É uma plataforma de inteligência artificial voltada para a melhora da divisão de vendas, visando otimizar toda a cadeia logística das empresas”, explica Fernando Haaland, sócio e diretor financeiro da Tevec.

“Ela trabalha na aplicação de “machine learning” para reconhecimento de padrões de comportamento de demanda, que automatiza todo o processo de previsão e cálculo dos lotes ideais de reposição de produtos nos pontos de venda e nos centros de distribuição, permitindo o controle do planejamento de vendas, nível de serviço e estoques reguladores”, complementa.

Os fundadores da empresa começaram o desenvolvimento da plataforma há cerca de quatro anos, mas, perceberam que, para ganhar escala e aprimorar os procedimentos, seria preciso investir mais em inovação. Para este processo seria necessário injetar mais dinheiro no desenvolvimento da plataforma e a alternativa encontrada foi recorrer a financiamentos. Porém, assim como ocorre com muitas outras startups, o acesso ao crédito passou por algumas dificuldades.

Isto ocorre porque muitas empresas novas não têm histórico de negócios com as instituições financeiras e, principalmente, porque não possuem garantias para assegurar o pagamento do empréstimo. A solução encontrada foi utilizar um fundo garantidor, mecanismo no qual os tomadores pagam uma taxa adicional aos contratos para salvaguardar a operação.

Os fundos garantidores funcionam como uma espécie de “seguro fiança”, aquele utilizado para aluguel de imóvel quando não há fiador ou outro tipo de garantia que possa ser utilizada pelo locatário. A iniciativa ainda é pouco divulgada, mas algumas instituições como a Desenvolve SP, agência do governo paulista que financia o crescimento das pequenas e médias empresas (PMEs), já oferecem recursos que cobrem até 100% do valor financiado ou de parte dele, complementando as garantias tradicionais.

“Além de atuar em favor da ampliação do crédito, esta opção permite que os recursos cheguem a quem precisa a custos menores por ser uma garantia e proteção contra a inadimplência”, explica Brunna Teles, gerente de Fundos de Desenvolvimento da Desenvolve SP.

Em contrapartida, para a obtenção do fundo garantidor, o empresário paga uma pequena taxa. O valor, diz a gerente, depende do montante do empréstimo, e leva em consideração o prazo, o faturamento e a finalidade da operação; e, muitas vezes, pode ser diluído no próprio financiamento. Cerca de 80% das operações que utilizam fundos garantidores na Desenvolve SP são utilizados por startups e pequenas empresas, por exemplo. “Isso mostra o quanto os fundos garantidores servem para atender justamente aquela parcela do empresariado que é mais vulnerável, que tem dificuldade no mercado de ter acesso ao crédito”, avalia Brunna Teles.

No caso da Tevec, a empresa utilizou o fundo para garantir parte do valor do financiamento adquirido em julho de 2016. Para o restante da operação, a startup utilizou carta de fiança bancária. “Com certeza, o fundo tornou nosso empréstimo possível, e ele foi fundamental para o aprimoramento da plataforma. Com isso, mudamos a arquitetura da plataforma deixando-a mais escalável e, assim, conquistamos mais clientes e estamos crescendo mais rápido”, comenta o diretor afirmando que, após os investimentos, o crescimento foi de 150% no ano em número de clientes.

Entre as melhorias inseridas na plataforma com a obtenção do crédito, destaca-se o aperfeiçoamento para otimização do nível de estoque, redução de rupturas e melhorias de processo em toda a cadeia de suprimentos; e o aprimoramento da disponibilidade de produtos nos Centros de Distribuição para atendimento aos canais de vendas. “Com isso, as empresas ganham escala na melhoria no nível de serviço e atendimento ao consumidor”, orgulha-se o diretor da Tevec.