Efeito Lula? Eduardo Bolsonaro publica foto de Zé Gotinha e vacina

Depois do presidente negar ser contra a vacina, Eduardo Bolsonaro publica novo discurso do governo, que agora deve incluir Zé Gotinha na campanha pró-vacinação. Momento acontece após volta de Lula na política.

Não só o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está mudando de discurso em relação a vacina contra a Covid-19. O deputado federal Eduardo Bolsonaro também mostrou que é pró-vacina nesta sexta-feira, 12 de março. Através do seu perfil no Twitter, o filho 03 de Bolsonaro afirmou que: “Nossa arma agora é a vacina”.

Eduardo Bolsonaro também compartilhou uma ilustração em que o personagem Zé Gotinha, símbolo de vacinação no Brasil, aparece segurando uma seringa, como se fosse uma arma. Ele também veste uma “capa” da bandeira do país, marca registrada pela família Bolsonaro e o atual governo federal. A publicação marca uma mudança significativa para Bolsonaro, e seu discurso pró-vacina.

‘Enfia no Rabo’, diz Eduardo Bolsonaro

Se para o deputado federal a vacina é a nova arma do governo, as máscaras de proteção contra a Covid-19 são para “enfiar no rabo”. A fala de Eduardo Bolsonaro aconteceu também no último dia 10 de março. Através do seu perfil no Instagram, o filho 03 fez uma transmissão ao vivo em que criticou a imprensa por falar sobre seu pai e as máscaras.

“Enfia [a máscara] no rabo gente, porra. A gente está lá trabalhando, ralando”, disse o filho de Bolsonaro, que também comentou sobre a repercussão que a comitiva do governo brasileiro causou ao deixar o Brasil, todos sem máscara, e desembarcarem em Israel com a proteção. Eduardo também está na viagem, liderada pelo chanceler Ernesto Araújo.

Efeito Lula? Bolsonaro muda discurso sobre a vacina

Jair Bolsonaro muda seu dicursos sobre pandemia e nega ser contra vacina em live
Live de Jair Bolsonaro – 11 de março de 2021 (Reprodução/Youtube)

O ex-presidente petista Luís Inácio Lula da Silva voltou a ser elegível, e agora, pode concorrer as eleições de 2022. No último dia 10 de março, Lula realizou seu primeiro discurso após a decisão do ministro Edson Fachin do STF, de anular todas as condenações do ex-presidente feitas na operação Lava Jato. Lula foi acusado por corrupção e lavagem de dinheiro nos casos do tríplex do Guarujá (SP) e o sítio de Atibaia (SP).

Em sua primeira declaração, Lula atacou o governo de Bolsonaro, e criticou a condução e o discurso sobre a pandemia da Covid-19. Jair Bolsonaro, por sua vez, já declarou muitas opiniões polêmicas em torno da vacina e as medidas de contenção feitas pelos governadores.

Lula também cobrou Bolsonaro pela falta de endosso do governo para a campanha de vacinação. “Na minha época, nós vacinamos 80 milhões de pessoas em três meses. Cadê o Zé Gotinha? Bolsonaro mandou embora, porque achou que era petista”, afirmou Lula.

matéria sobre pronunciamento de Lula na íntegra

Zé Gotinha é símbolo do Programa Nacional de Imunizações (PNI), mas não tem aparecido tanto na campanha de vacinação contra o novo coronavírus do governo de Bolsonaro. Pelo menos este foi um dos argumentos lembrados por Lula, que também disse que  o personagem é “humanista” e “superapartidário”.

Também no mesmo dia em que Lula discursou, Jair Bolsonaro apareceu em um evento oficial no Palácio do Planalto, usando máscara. Proteção da qual já criticou e chegou a dizer ter uma opinião polêmica em relação à recomendação. Bolsonaro não era visto de máscara, em eventos públicos, desde o dia 3 de fevereiro. As informações foram publicadas pelo G1 e Jornal Nacional (Globo).

Bolsonaro retrocede e nega ser contra a vacina

Imagem mostra Jair Bolsonaro usando máscara. Presidente muda seu discurso sobre vacina
Jair Bolsonaro usa máscara após 36 eventos oficiais sem a proteção. (Foto: 10/03/2021 – Marcelo Camargo/Agência Brasil)

No mesmo evento em que apareceu com máscara de proteção, Jair Bolsonaro negou ser contra as vacinas. “O pessoal fala que eu sou negacionista… Em agosto do ano passado eu comprei a vacina [AstraZeneca]”, lembrou em seu discurso. Bolsonaro sancionou medidas e projetos de lei para a compra de mais vacinas para a União.

A compra de vacinas mencionadas por Jair Bolsonaro foi suficiente apenas para imunizar  47,5 milhões de pessoas, o equivalente a 23% da população brasileira, de 210 milhões de habitantes, segundo informações do UOL. A vacina de Oxford, em parceria com o Fiocruz, foi a única aposta do presidente, que já chegou a dizer que os fabricantes e laboratórios interessados em vender doses da vacina deveriam vir até o Brasil, algo que especialistas desaprovam.

O discurso apresentou uma mudança pela parte

A opinião de Bolsonaro sobre a vacina contra a Covid-19 sempre foi envolvida por muita polêmica. Em diversas vezes, quando questionado, o presidente afirmou que não tomaria o imunizante, sempre com o discurso de que não era seguro. No dia 17 de dezembro de 2020, em coletiva, o presidente endossou sua teoria. “Eu não vou tomar. Alguns falam que eu estou dando um péssimo exemplo, se você virar um jacaré é problema de você. Se você virar superhomem, se nascer barba em uma mulher ou algum homem começar a falar fino…”,  disse.

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