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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), reforçaram suas plataformas eleitorais durante conferência de imprensa sobre o Fórum Econômico Mundial América Latina, que começa nesta quarta-feira, 14, em São Paulo. O evento começa nesta quarta-feira e deve reunir aproximadamente 700 líderes oficiais e empresariais da região.

Pré-candidatos à Presidência da República e ao governo de São Paulo, respectivamente, Alckmin e Doria falaram sobre propostas que defendem para a economia nacional e estadual. Além disso, os dois reforçaram as propostas de privatização e parcerias com a iniciativa privada já anunciadas pelo Estado e pela Prefeitura.

Ao ser perguntado sobre a influência das pré-candidaturas do partido durante o evento, Alckmin disse que seria "falta de modéstia" afirmar que uma eventual eleição sua no Planalto e de João Doria no Estado representariam atração de investimentos no País. "Mas eu não tenho dúvida de que uma macro política econômica com rigor fiscal, juros baixos como estamos tendo, e devem cair mais, e câmbio livre mas competitivo, o Brasil tem tudo para crescer", completou.

O governador destacou que a situação do fiscal do Brasil ainda não está resolvida, e afirmou que é possível solucionar o problema, dando exemplo de São Paulo, que em 2017 registrou superávit primário de R$ 5,4 bilhões. "O Brasil tem tudo para crescer", disse. Ele afirmou que é preciso também estabelecer segurança jurídica para atração de investimentos e investir na educação básica para formação de uma mão-de-obra qualificada.

O governador pregou ainda uma política de livre comércio entre países, criticando a medida anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donaldo Trump, de impor sobretaxa à importação de aço e alumínio. "Não podemos concordar com medidas protecionistas", disse Alckmin. Ele reforçou que o impasse com os EUA está nas mãos no governo brasileiro e que acredita em um recurso contra a medida.

Doria. Um dia após se inscrever nas prévias do PSDB para disputar a sucessão de Geraldo Alckmin, o prefeito João Doria, disse que o Brasil e os países da América Latina não aceitam mais candidaturas de extrema esquerda e extrema direita.

Ele disse que a geração de emprego e renda é um desafio comum aos países da região. "Onde você tem desenvolvimento econômico e social, você tem respeito à democracia. Não há espaço para regimes totalitários, nem regimes de extrema direita nem regimes de extrema esquerda, porque a prosperidade econômica gera prosperidade social."

"O Brasil está no jogo", disse Doria, dizendo que o País estava fora do radar de investidores até 2016, ano do impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff.

O governador Geraldo Alckmin se recusou a comentar a inscrição de Doria nas prévias estaduais tucanas.