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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira acreditar que há exageros na investigação que envolve o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em desvio de recursos eleitorais e que o objetivo final é atingi-lo.

"A intenção não é atingir o ministro. Não sei se é culpado, se é inocente. Pelo que eu sei até o momento há um exagero no inquérito. Vamos aguardar o desenrolar do processo, mas há um exagero e a intenção não é o Marcelo. Em primeiro lugar sou eu, Bolsonaro, querem me rotular como corrupto ou como dono de laranjal", afirmou o presidente em sua live semanal.

O ministro do Turismo foi indiciado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público por ter, como presidente do PSL de Minas Gerais, registrado a candidatura de candidaturas-laranjas para cumprir a cota de mulheres exigidas pela lei e ter usado o recurso recebido por eles do fundo eleitoral em sua própria campanha.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, depoimento dado à PF e planilha sugerem que dinheiro de um suposto esquema do PSL em Minas Gerais foi desviado por caixa 2 às campanhas de Álvaro Antônio e do presidente, o que Bolsonaro nega.

Segundo o presidente, quem fez o inquérito "agiu de má fé" e que o investigado respondeu apenas "acho que sim" a uma pergunta sobre se os recursos poderiam ter sido usados na campanha presidencial.

"Isso é uma covardia, quem fez esse inquérito agiu de má fé. Ou devia se aprofundar. Isso é pergunta que se faça? ‘Acho’ e bota lá?", reclamou.

 

 

 

 

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)