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O MDB, que reuniu sua bancada no Senado ontem para tentar decidir um nome para a presidência da Casa, só deverá formalizar um nome amanhã, segundo o presidente do partido, senador Romero Jucá.

Segundo ele, o ideal é que a bancada tenha consenso em torno de um nome. Atualmente dois senadores concorrem pela indicação dos pares: a senadora Simone Tebet (MS), que lançou oficialmente sua candidatura, e Renan Calheiros (AL), que tem negado sua intenção de disputar o posto, mas articula nos bastidores. “Não está definido, não será definido hoje”, disse Jucá ao chegar para a reunião. “É um processo que vai ser concluído só na quinta-feira”.

Jucá explicou que a reunião da terça é a primeira de muitas conversas e que trabalha pela unidade da bancada. O senador não descarta, no entanto, a possibilidade de uma candidatura avulsa. Além de Renan e Simone, senadores de outros partidos alimentam a intenção de disputar a presidência do Senado. Esse é o caso de Major Olimpio (PSL-SP) e Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Ontem o presidente do PSD, Gilberto Kassab, confirmou a filiação de mais dois senadores, o que deve tornar seu partido o segundo maior do Senado Federal, com dez parlamentares. Devem migrar para a sigla até sexta-feira os senadores Nelsinho Trad (MS) e Lucas Barreto (AP), sendo que ambos haviam disputado a eleição pelo PTB.

Além dos dois, o PSD já havia encaminhado também a filiação do senador Carlos Viana (MG), então eleito pelo PHS.

Já a bancada do PSDB, que estava avaliando apoiar a candidatura de Simone Tebet, confirmou que não manterá a posição caso o partido também lance Renan Calheiros, nesse caso, eles podem lançar senador Tasso Jereissati (CE) ao cargo. O partido tambem afirmou que fará uma votação aberta, mesmo que o Senado decida por pleito secreto na eleição de sexta-feira (1º)