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O líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmou ontem que a bancada do partido trabalhará pelo adiamento da votação da reforma da Previdência na comissão especial da Casa prevista para esta semana.

Segundo ele, ainda há pontos polêmicos no parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que já integravam documento assinado por partidos de centro que pediam a retirada dos dispositivos que tratavam da aposentadoria rural e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do texto da proposta, entre outros pontos.

“Da parte do meu partido – não posso falar pelos outros –, nós vamos trabalhar para que não se vote, claro, nesta semana”, disse o líder do PP, um dos partidos do chamado centrão, grupo político com força para influenciar nas votações da Casa.

“Tem muitos assuntos ainda do documento que assinamos lá em março que ainda constam no relatório do relator e é importante que, principalmente esses que nós assinamos a intenção de retirar do texto, sejam retirados na sua plenitude”, afirmou.

Em outra frente, a oposição se reuniu com centrais sindicais na manhã de ontem, em que ficou definida a necessidade de trabalhar pelo adiamento da votação da proposta na comissão, de forma que ela possa ser analisada pelo plenário da Câmara apenas após o recesso parlamentar.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem trabalhado com o horizonte de encerrar a tramitação da PEC na comissão especial ainda nesta semana e votar os dois turnos da proposta em plenário na primeira quinzena de julho. Ele voltou a defender que Estados e municípios estejam incluídos na reforma.