Aumento de preço de energia pesado no bolso em 2021

Prepare-se para aumento de preços de energia elétrica, gás de cozinha e combustíveis. Aumento da inadimplência da conta de luz sugere que ações de eficiência energética e energia solar por assinatura podem fazer a diferença

O brasileiro precisa se preparar para os preços mais altos em 2021. A inflação dos preços de energia elétrica, gás de cozinha e combustíveis devem pesar ainda mais nos bolsos dos consumidores por diversos motivos. De fato, o aumento da inadimplência na conta de luz  no mês de novembro sinaliza de forma clara que o pior ainda pode estar por vir.

Sinal de Alerta: Inflação da energia em alta

As contas de luz em dezembro apresentaram acréscimo de R$ 0,062 para cada kWh consumido devido a bandeira tarifária vermelha patamar 2. Trata-se da tarifa mais cara prevista no sistema de bandeiras. Em janeiro, as contas de luz apresentaram um acréscimo de R$ 0,013 para cada kWh consumido, devido a bandeira amarela, que sinaliza uma recuperação dos reservatórios das hidrelétricas.

Os combustíveis devem apresentar aumentos com a expectativa positiva da vacinação no mundo. Nesse sentido, as cotações do preço do barril de petróleo já subiram e os preços estão sendo repassados ao consumidor. No final de dezembro, a Petrobras anunciou um aumento de 4% no preço médio do diesel em suas refinarias e em 5% no da gasolina.

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O preço do botijão de gás de 13 quilos nunca esteve tão alto no Brasil. Além disso, a tendência é piorar diante da atual escalada de preços do petróleo no mercado internacional. Nesta semana, a Petrobras anunciou aumento de 6%, que já tinha sido reajustado em 5% no início de dezembro passado.

Incertezas adiante reforçam a necessidade de precauções

A inadimplência no mês de novembro ficou em 5,22%, contra uma média mensal de 1,93% de todo o ano de 2019. O fim do auxílio emergencial em dezembro deve dificultar ainda manter o orçamento pelas famílias. As tarifas crescentes e incertas também não ajudam.

Por exemplo, o caso de energia elétrica, que tem sua capacidade de geração dependente das chuvas. Caso os reservatórios não acumulem água suficiente para enfrentar o período de seca, a conta de luz pode voltar a ficar mais cara, com o objetivo de desestimular o consumo. De fato, essa incerteza implica em desafio extra para o controle dos gastos pelas empresas e famílias.

Enfim, iniciativas de redução de consumo quando possíveis ou mesmo busca por soluções inovadoras como a energia solar por assinatura podem contribuir para melhorar a previsibilidade de orçamento e gerar uma renda extra com as economias na conta de luz.

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