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O Bundesbank (o banco central alemão) afirma na edição de julho em seu relatório mensal, publicada nesta segunda-feira, que o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha deve ter encolhido "levemente" no segundo trimestre do ano. Apesar disso, "a situação no mercado de trabalho foi continuamente boa, mesmo que o esfriamento conjuntural tenha deixado suas primeiras marcas", aponta.

"Efeitos especiais" que carregaram o crescimento nos meses de inverno (pelo calendário europeu) perderam força, continua o BC do país, referindo-se a uma presumível retração no setor da construção civil e à "normalização" dos registros de novos automóveis, dois fatores que "danificaram" o consumo privado na metade inicial de 2019.

Além disso, pontua o Bundesbank, as já fracas exportações sofreram adicionalmente com o recuo dos negócios com o Reino Unido, citando a dissipação do impacto da antecipação de compras destinadas aos britânicos provocada pela proximidade do prazo originalmente fixado para o Brexit, de 29 de março.

"Mesmo sem esses efeitos especiais danosos, a tendência fundamental da conjuntura permaneceu fraca. A continuação da trajetória decadente na indústria, predominantemente exportadora, foi determinante para isso", avalia o Bundesbank. "Ainda não se identifica uma recuperação das exportações e da indústria."