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A Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) cortou a sua previsão para o aumento da demanda por petróleo em 2019 à ordem de 40 mil barris por dia (bpd), para 1,1 milhão de bpd, e alertou ainda que essa projeção está "sujeita a riscos negativos" derivados das incertezas que pairam sobre a economia global, entre elas a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Com essa revisão, a estimativa do grupo para demanda global por petróleo neste ano é agora de 99,92 milhões de bpd. Para 2020, segue projetando um aumento da procura da ordem de 1,14 milhão de bpd.

A estimativa da demanda pelo petróleo produzido pelos integrantes do cartel, por sua vez, foi elevada em 100 mil bpd, para 30,7 milhões de bpd.

"À medida que a perspectiva para os fundamentos de mercado pareça algo 'bearish' para o resto do ano, dado o crescimento econômico em suavização, questões do comércio global em curso e a desaceleração do crescimento da demanda por petróleo, permanece sendo crítico monitorar de perto o equilíbrio entre oferta e demanda e assistir a estabilidade do mercado nos meses à frente", escreve a Opep no relatório.

O documento informa também que a produção do cartel, que no início de julho renovou por mais nove meses o seu acordo de cortes da oferta junto a aliados, conhecido como Opep+, caiu 246 mil bpd na comparação mensal de julho, para 29,61 milhões de bpd.

A fatia pela qual o grupo responde na produção global diminuiu em 0,3 ponto porcentual nesse intervalo de tempo, para 30%.

Também na passagem de junho para julho, informa a Opep, a oferta global da commodity cresceu 230 mil bpd, para 98,71 milhões de bpd. Para 2019, contudo, o grupo cortou a previsão de alta da oferta global em 72 mil bpd, para 1,97 milhão de bpd. O relatório atribuiu o avanço da oferta neste ano principalmente a EUA, Brasil, China e o Reino Unido.

A previsão para a alta da oferta em 2020 fora do grupo foi cortada em 50 mil bpd, para 2,39 milhões de bpd.