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Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira, pelo segundo dia consecutivo, em meio a dúvidas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China e com uma sinalização de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve manter os cortes na produção nos níveis atuais no radar.

O petróleo WTI para dezembro fechou em queda de 0,11%, a US$ 56,80 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro recuou 0,19%, a US$ 62,06 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os mercados internacionais operaram hoje na expectativa pelo discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Clube Econômico de Nova York, que teve início às 14 horas (de Brasília). O líder da Casa Branca afirmou que a chamada "fase 1" do acordo comercial entre americanos e chineses "poderia ocorrer, e poderia ocorrer rápido", mas acrescentou que só aceitará um acordo se ele for bom para os EUA.

O republicano voltou a acusar a China de manipular sua moeda e disse que, se um acordo não for alcançado, haverá elevação "significativa" de tarifas sobre produtos do país asiático. Trump afirmou também que Pequim está começando a fazer "grandes compras" de produtos agrícolas americanos.

Na avaliação do analista do Commerzbank Carsten Fritsch, os preços do petróleo têm sido pressionados pelas "crescentes dúvidas" em relação à guerra comercial.

Já o analista Phil Flynn, do grupo Price Futures, ressalta que o aumento das tensões nos protestos em Hong Kong também afeta o humor do mercado. "Há alguns temores de que isso poderia complicar o progresso comercial", diz.

Além disso, a informação de que a Opep e aliados (grupo conhecido como Opep+) devem decidir manter os cortes na produção de petróleo nos níveis atuais até 2020 também pressionou a commodity, uma vez que investidores esperam um aprofundamento dos cortes. O cartel se reúne em dezembro para tomar a decisão final.