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Nas últimas semanas os telefones dos diretores do Makro, maior atacadista do País, não param de tocar. Carrefour, Wal-Mart, Pão de Açúcar e a norte-americana Costco, um dos gigantes do varejo mundial, estão interessados em comprar o atacadista. Segundo o DCI apurou com fontes próximas às negociações, o Carrefour é o que está mais adiantado nas negociações. Um dos problemas a serem resolvidos para que o negócio saia envolve as operações do Makro na Venezuela. Os holandeses da SHV Holdings, que controlam o atacadista, não querem vender somente a operação brasileira.

Além do Brasil, o Makro tem operações na Argentina, Colômbia e Venezuela e apesar de a operação localizada no país de Hugo Chávez ser a mais rentável, os varejistas não querem saber das lojas venezuelanas, já que os rumos do governo chavista parecem um tanto incertos. Assim como o Carrefour, os outros supermercadistas interessados na compra, querem adquirir somente a operação brasileira. Mas quem quiser abocanhar o Makro precisará levar o pacote todo.

"Se o Makro vale 10 e alguém oferecer 12, com certeza levará", diz um dos entrevistados ouvidos por este jornal. Até agora, o Makro não teve problemas na Venezuela.

O máximo que chegou a acontecer foram atrasos no pagamento de dividendos, já que a operação está sujeita à burocracias do país governado por Chávez.

O menos cotado para comprar o atacadista é o Wal-Mart, pois o maior varejista do mundo enfrentaria dificuldades com os venezuelanos por ser forte símbolo norte-americano.

Caso o Carrefour consiga arrematar o Makro, o faturamento da rede francesa no Brasil saltará de R$ 17,9 bilhões para cerca de R$ 22,1 bilhões.

Já o Pão de Açúcar, que tem receita de R$ 16,5 bilhões passará para R$ 20,7 bilhões. O Wal-Mart passaria dos atuais R$ R$ 12,9 bilhões para R$ 17,1 bilhões.

Trajetória

O Makro foi fundado em 1968, na Holanda, mas suas atividades no Brasil foram iniciadas apenas em 1972. A primeira loja da rede em terras brasileiras foi aberta na cidade de São Paulo. Nos seus primeiros 15 anos o crescimento do Makro no Brasil foi com a abertura, em média, de uma loja ao ano.

Após este período, a empresa adotou uma estratégia agressiva, aumentando o número de unidades de 11, em 1986, para 54 lojas, hoje. O Makro, que chegou a disputar a compra do Atacadão, desistiu do negócio em julho do ano passado e agora cogita repassar suas operações latinas. O Carrefour, que em abril deste ano levou o Atacadão por R$ 2,2 bilhões, é entre os varejistas, o que tem demonstrado maior interesse pelo Makro. O lucro líquido do Makro em 2005 foi de R$ 78,5 milhões, um pouco abaixo do resultado de 2004 (R$ 78,7 milhões). Já em 2006 o lucro líquido do Makro voltou a crescer atingindo R$ 116,2 milhões.

Para João Destro, presidente do Destro Macro Atacado, com forte atuação no Sul do País, "se a compra realmente acontecer a concentração do varejo nas mãos do Carrefour vai ficar muito fortalecida".

De acordo com o ranking 2007 da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), ele é o maior atacadista do Brasil. Procurado pela reportagem o Carrefour informou, laconicamente, que não faria qualquer comentário sobre o assunto.

O Grupo Pão de Açúcar também preferiu a discrição. "O Pão de Açúcar sempre está interessado em aquisições que tragam valor aos seus acionistas e clientes", informou a assessoria de imprensa da companhia.

Nas últimas semanas os telefones dos diretores do Makro, maior atacadista do País, não param de tocar. Carrefour, Wal-Mart, Pão de Açúcar e a norte-americana Costco, uma das gigantes do varejo mundial, estão interessados em comprar o atacadista. Segundo o DCI apurou com fontes próximas às negociações, o Carrefour é o que está mais próximo de fechar a compra. Um dos problemas a serem resolvidos para que o negócio seja fechado é o destino da operação do Makro na Venezuela. E os holandeses da SHV Holdings, que controlam o atacadista, não querem vender somente a operação brasileira.

Além do Brasil, o Makro tem operações na Argentina, Colômbia e Venezuela e, apesar de a operação localizada no país de Hugo Chávez ser a mais rentável, os varejistas não querem saber das lojas venezuelanas, já que os rumos do governo chavista parecem um tanto incertos.

Assim como o Carrefour, os outros supermercadistas interessados na compra querem adquirir somente a operação brasileira. Mas quem quiser abocanhar o Makro precisará levar o pacote todo. Caso o Carrefour consiga arrematar o Makro, o faturamento da rede francesa no Brasil saltaria de R$ 17,9 bilhões para cerca de R$ 22,1 bilhões. Neste cenário, a rede francesa, que com a compra do Atacadão chegou ao topo do ranking, se distanciaria ainda mais da concorrência. Já o Pão de Açúcar, que tem receita de R$ 16,5 bilhões, subiria para R$ 20,7 bilhões. O Wal-Mart passaria dos atuais R$ R$ 12,9 bilhões para R$ 17,1 bilhões.