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Após acordos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o banco dos Brics (New Development Bank, ou NDB) devem se complementar em projetos nas próximas décadas.

Na avaliação de especialistas consultados pelo DCI, enquanto o BNDES deverá se voltar para o financiamento de micro, pequenas e médias empresas, o NDB ganhará importância para viabilizar projetos de infraestrutura como geração de energia, ferrovias e portos (logística). “O NDB terá um papel fundamental para fortalecer a coalização dos Brics [grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] no comércio global. Terá muita relevância no financiamento de grandes obras, construção de ferrovias e modernização dos portos para baratear as exportações para a China, a Rússia e toda a África”, aponta o economista-chefe da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo.

A avaliação dele está relacionada ao resultado do último encontro dos Brics realizado de 25 a 27 de julho último em Johanesburgo e que reuniu além dos representantes do bloco, outros 20 chefes de estado de países do continente africano e também o presidente da Argentina, Mauricio Macri. A partir do próximo ano, o NDB terá seu escritório nas Américas, em São Paulo.

Em outras palavras, por força de tratados internacionais, o Brasil terá de injetar mais capital no NDB para disputar recursos para projetos de interesse do bloco econômico. PÁGINA 4