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O índice de concentração de produção de suco de laranja é de 61% do total entre as duas maiores empresas do País ( Cutrale e Citrosuco ) e chega a 89,6% se acrescentadas as outras duas seguintes em tamanho ( Citrovita e Coinbra ). A informação consta de estudo divulgado ontem pelo Instituto de Economia Agrícola de São Paulo (IEA).Segundo o pesquisador Antonio Ambrósio Amaro, do IEA, o nível de concentração da produção é semelhante ao das décadas de 80 e 90. O levantamento apontou, ainda, que as três maiores empresas (Cutrale, Citrosuco e Citrovita) têm capacidade para cobrir 75% do mercado. No entanto, segundo Amaro, a verticalização no setor não é o principal problema da citricultura brasileira atualmente."Nas décadas de 80 e 90 os níveis eram semelhantes e a citricultura cresceu. O grande problema hoje é fitossanitário, já que os tratos culturais aumentam o custo de produção".O levantamento realizado por Amaro mostra que desde 1967 foram feitas 26 compras, fusões ou aquisições no segmento da indústria de suco de laranja do País. Dessas, 10 foram realizadas pela Cutrale ou Citrosuco e a maioria delas teve como motivo de compra uma ampliação na capacidade de produção por parte das adquirentes e uma escassez de capital de giro pelas vendedoras.Pesquisa preliminar do IEA revela, ainda, que a Guacho Agropecuária , empresa do Grupo Nova América , é a maior controladora da distribuição e do engarrafamento de suco de laranja para outras marcas do País. A empresa controla nove das 23 distribuidoras do mercado interno e produz suco para 18 das 37 marcas existentes. Amaro foi palestrante do 4º Dia da Laranja, no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP).