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Com mais de 42 mil quilômetros de rios navegáveis, o Brasil aproveita muito mal o modal para escoamento de produtos. Segundo um levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) a falta de dragagem é o principal motivo para o baixo desenvolvimento do modal.

A dragagem, que consiste em um processo que retira os sedimentos do fundo do corpo d'água para garantir a navegabilidade das embarcações, é essencial para que o uso do modal se dê de modo eficiente.

Segundo informações do ministério dos Transportes, Ministério dos Transportes, o Brasil possui cerca de 42 mil km de rios navegáveis, mas somente 19 mil km são economicamente navegados. Em 2017, a navegação interior movimentou 57,3 milhões de toneladas, representando apenas 6% da movimentação do modal (1,8 bilhão de toneladas), segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

“A insuficiência desse tipo de intervenção, contudo, é histórica. Pesquisa CNT de Navegação Interior, por exemplo constatou que obras de dragagem não são realizadas com frequência na maioria das regiões pesquisadas. E quando isso não ocorre, os prejuízos ficam evidentes”, detalha a CNT.

Um dos exemplos é o rio Madeira, que em 2016 teve a navegação interrompida por quatro meses, porque a estiagem baixou o nível da água e o acúmulo de sedimentos colocou em risco o trânsito de barcaças. Outro corredor hidroviário, o Tietê-Paraná, tem 1.250 km navegáveis, mas ficou parada em 2014 e em 2015 devido à seca. O rio Tocantins é outro que requer investimentos para remoção de rochas e sedimentos. Hoje a hidrovia espera as obras de derrocamento do Pedral de Lourenço, no Pará. A estimativa é que os projetos serão finalizados até dezembro. Depois, os trabalhos serão realizados até 2021, somando R$ 563,5 milhões.