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Oito civis israelenses foram mortos ontem e vinte ficaram feridos, depois que o grupo terrorista Hezbollah lançou vários foguetes contra a estação ferroviária de Haifa, terceira maior cidade de Israel. As hostilidades entre Israel e Líbano entram hoje no sexto dia e a intensidade dos bombardeios israelenses sobre cidades libanesas aumentou, com pelo menos mais vinte civis libaneses mortos só no domingo. No total, 24 israelenses, entre civis e militares, já foram mortos na atual onda de violência. Entre os libaneses, já morreram 110 pessoas, a maioria civis. Houve uma escalada nos confrontos e a opinião pública israelense ficou chocada com a capacidade do Hezbollah em atingir uma grande cidade israelense.Diante do ataque - que levantou temores de que a capital do país, Tel-Aviv, possa ser o próximo alvo - o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, prometeu uma reação "de longo alcance" para o Hezbollah.No Líbano, a resposta israelense pôde ser sentida pouco tempo após o bombardeio de Haifa. Aviões de guerra voltaram a bombardear os redutos do Hezbollah no sul de Beirute, lançando espessas nuvens de fumaça sobre o céu da capital libanesa. Um dos ataques atingiu a rede de TV Al-Manar, controlada pelo Hezbollah, que saiu do ar por alguns minutos.Panfletos lançados por aeronaves da Força Aérea israelense sobre o sul do país alertavam os moradores sobre um ataque iminente, e pedia que os civis deixassem a região. Esta foi a maior escalada no conflito desde a quarta-feira passada, quando guerrilheiros do Hezbollah invadiram Israel.Bombardeio a HaifaNuvens de fumaça encobriram o céu de Haifa e sirenes alertavam a população sobre o risco de novos ataques, enquanto mortos e feridos eram resgatados. O ataque a Haifa, que deixou oito mortos, elevou o número de baixas no lado israelense para 24 - 11 soldados e 13 civis. Em ataques contra a infra-estrutura, foguetes atingiram a principal refinaria de petróleo, tanques de armazenamento de gás e as ruas de Haifa durante as horas de rush da manhã do domingo. Temendo que outras cidades possam ser alvos do Hezbollah, autoridades elevaram o nível de alerta na capital Tel-Aviv. Fontes de segurança israelenses acusaram a Síria e o Irã pelo fornecimento dos foguetes que atingiram Haifa. O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou ontem que "a batalha está só começando".