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Juros altos vão impedir o aumento mais forte de crédito às micro, pequenas e médias empresas. Apesar do crescente apetite dos grandes bancos, a demanda será fraca até a recuperação da economia.

Só no terceiro trimestre deste ano, os quatro maiores bancos do País (Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander) sinalizaram não somente uma reformulação do mix de produtos para micro e pequenas empresas (MPEs) como, juntos, totalizaram R$ 241,1 bilhões em empréstimos para esses negócios.

O valor corresponde a um avanço de 2,8% em relação a igual período de 2017 (quando era de R$ 234,6 bilhões). Segundo o gerente de capitalização e serviços financeiros do Sebrae, Alexandre Comin, porém, mesmo que a situação dos pequenos negócios tenha “parado de piorar”, com uma “pequena geração de empregos” e melhora de caixa, as condições de crédito para essas companhias ainda é precária.

“A Selic já caiu muito e os indicadores de inadimplência das pequenas também. Mas o custo do dinheiro na ponta recua pouco e devagar”, diz Comin.

Analistas consultados pelo DCI ponderam que as sinalizações dos grandes bancos quanto às concessões para MPEs são positivas.Nessas linhas, todos os bancos privados registraram altas nas carteiras dessas empresas. O maior crescimento foi do Itaú, seguido pelo Santander e o Bradesco. A exceção foi o BB, que recuou 24,7% no mesmo período. PÁGINA 9