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SÃO PAULO - Há 87 grandes empresas no Brasil com programas de corporate venture, ou seja, ações de inovação aberta para o desenvolvimento de novos negócios, seja em parceria com startups ou por meio de iniciativas internas. A conclusão é de um levantamento da assessoria de negócios Altivia Ventures.



Entre as empresas com esse tipo de ação, a maior parte (56%) é de capital estrangeiro. Há gigantes de setores que tradicionalmente investem em pesquisa e desenvolvimento, como Basf, Bayer e Dow, além de empresas de tecnologia, como IBM e Intel, e de internet, como Facebook e Google. Mas há também grupos brasileiros de tecnologia, como Stefanini e Positivo, e dos mais variados setores: bancos (BB, BMG, Bradesco, Itaú, Santander), indústria (Gerdau, O Boticário, Natura, Citrosuco, Braskem e Votorantim, entre outros) e varejo (Magazine Luiza e Pão de Açúcar), por exemplo. 



No total, o segmento que predomina é o de serviços, com 53%, seguido por indústria (37%) e comércio (10%).



A Altivia destaca que, diferentemente do venture capital, que tem como foco o retorno financeiro dos investimentos, o corporate venture busca também o objetivo estratégico de gerar inovações para o negócio da empresa investidora. 



O mapeamento identifica três linhas de ação: o corporate venture capital (CVC), no qual as empresas investem nas novatas por meio de fundos; as fusões e aquisições, por meio das quais as grandes incorporam novas tecnologias ou garantem seu acesso a outros mercados; e o intraempreendedorismo, quando as companhias estimulam os próprios funcionários a criar novos negócios. 



O CVC, modelo mais tradicional de venture capital e que já contabiliza mais de 975 iniciativas no mundo, não é muito difundido no Brasil. O estudo mostra que apenas 18 empresas investem em startups no Brasil por meio de fundos, ou seja, menos de 2% do volume global de companhias que atuam com esse método.