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O preço médio cobrado em imóveis na América Latina apresentou recuou entre março e setembro deste ano, ante ao mesmo período do ano passado. A queda foi puxada pela desvalorização em mercados como Brasil e Argentina, que perderam o posto de metro quadrado mais caro da região para Santiago, no Chile.

Os dados fazem parte de um levantamento do grupo argentino Navent, que controla o Imovelweb no Brasil, e levou em conta dados coletados do Centro de Investigação em Finanças (CIF) da Escola de Negócios da Universidade Torcuato Di Tella, também na Argentina.

De acordo com o CEO do Imovelweb, Leonardo Paz, o destaque negativo do estudo foi o mercado imobiliário brasileiro. “A desvalorização acentuada do real frente ao dólar, observada nos últimos meses, além das incertezas políticas e econômicas que assolaram o País em 2018, impactaram nos preços praticados pelo setor imobiliário nacional”, comenta.

O executivo explica que a pesquisa realizada entre os meses de setembro de 2017 e fevereiro de 2018, apontam que o Rio de Janeiro puxou o indicador para baixo. “E esse movimento pode ser identificado claramente no estudo. As maiores quedas de preços aconteceram no Brasil, uma média de 20%, se considerarmos os valores dos nossos imóveis em dólar”, diz.

Na contrapartida, Paz lembra que considerando a referência “dólares nominais”, as cidades que apresentaram maior aumento percentual de preços foram: Cidade do Panamá, no Panamá, (5%); Monterrey, no México, (3%) e Montevidéu, no Uruguai, (2,7%). Por outro lado, as maiores quedas foram registradas no Brasil, no Rio de Janeiro (21%) e em São Paulo (19%), além do México, na Cidade do México (5,4%).

A amostragem foi feita em bairros com características semelhantes nas diferentes cidades listadas, considerando apartamentos de 1 ou 2 dormitórios, preços para venda de até US$ 300 mil e metragem inferior a 200 metros quadrados. A base considera anúncios em sete portais em seis países.