Indústria
20/12/2010 - 00h00

Fabricante de colchões Flex terá nova planta em Limeira

SÃO PAULO - A fabricante de colchões Flex do Brasil, filial da espanhola Flex Equipos de Descanso, quer aumentar a sua capacidade de fabricação em cerca de 200% nos próximos cinco a dez anos. Para isso, os plan

Rita Gallo

SÃO PAULO - A fabricante de colchões Flex do Brasil, filial da espanhola Flex Equipos de Descanso, quer aumentar a sua capacidade de fabricação em cerca de 200% nos próximos cinco a dez anos. Para isso, os planos da empresa incluem a construção de uma nova fábrica que será erguida na cidade paulista de Limeira (a 128 km da capital), com previsão de inauguração em meados de 2012.

"Atualmente, estamos operando com 230 funcionários e chegamos ao limite de nossa capacidade de produção no País", afirma Edmilson Santoro, diretor-geral da Flex do Brasil. Em 2010, a companhia deve faturar R$ 75 milhões no Brasil, e globalmente a receita deve chegar a 350 milhões de euros.

O crescimento da empresa é decorrente do aumento de poder aquisitivo das classes A e B e do boom do setor de construção.

A Flex está presente no mercado local desde 2000, quando adquiriu a Epeda-Simmons, fabricante do primeiro colchão de molas do Brasil. O passo seguinte foi a instalação da fábrica em Santa Bárbara D'Oeste, que, segundo o diretor da Flex, agora está trabalhando no limite de sua produção. A empresa trabalha com três marcas de colchões: Simmons, Flex e Epeda. Cada uma delas com seu posicionamento, produtos e tecnologias próprias.

Diferencial

Em busca de diferenciação no mercado, a Flex lançou em 2010 colchões revestidos com algodão orgânico proveniente de comunidades produtoras que seguem os princípios básicos do chamado "comércio justo". A matéria-prima é certificada com o selo da "bio inspecta" (que atesta a autenticidade e qualidade de algodões cultivados de forma orgânica) e adquirida de produtores asiáticos, segundo as normas do fair trade, ou comércio justo.

O presidente da Flex explica que esse processo exige pagamento de valores justos para esses insumos, que valorizam a manutenção da qualidade de vida no trabalho, o respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento das comunidades ligadas à cadeia produtiva. "Nesse cenário, soma-se ainda um auxílio que possibilita aos agricultores restaurar os padrões de educação e de desenvolvimento social das pessoas envolvidas como forma de impulsionar sua independência econômica", diz.

Os tecidos usado nos colchões da Flex são adquiridos na Bélgica, que é interlocutora de fabricantes da Tanzânia e da Índia. "Nossa produção com este tipo de algodão é pequena, mas tende a se expandir", explica o presidente da companhia no Brasil.

Cosméticos

Em outra ponta do mercado, a líder global de fornecimento de ingredientes naturais e orgânicos provenientes da biodiversidade brasileira, Beraca, acaba de ser reconhecida como membro integrante da União para o BioComércio Ético (UEBT). Ao lado da Natura, a Beraca é a segunda empresa brasileira certificada pela entidade.

"O status de membro da UEBT é um importante reconhecimento ao principal objetivo da Beraca: desenvolver a exploração e o fornecimento sustentável de ingredientes da biodiversidade brasileira a partir de critérios ambientais, sociais e econômicos", afirma o diretor de Negócios da Beraca, Filipe Sabará.

A União para o BioComércio Ético é uma associação internacional sem fins lucrativos que promove o "comércio justo" de ingredientes originários da biodiversidade nativa. Seus membros devem estar comprometidos com a conservação da biodiversidade, com o respeito ao conhecimento tradicional e com a repartição equitativa dos benefícios ao longo de toda a cadeia produtiva.

Hoje, os consumidores já estão preocupados com os processos de obtenção das matérias-primas utilizadas pela indústria do mercado de HPC, revela uma pesquisa realizada pela UEBT na Europa e nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, cerca de 50% dos entrevistados acreditam que as empresas de cosméticos deveriam provar que a aquisição de seus ingredientes naturais é realizada de forma ética, e mais de 85% gostariam de saber mais sobre as práticas de fornecimento utilizadas no setor.

De acordo com diretor de Negócios, a associação com a UEBT será um grande diferencial no mercado, já que ela certifica a Beraca como praticante do comércio ético a seus atuais parceiros, ao mesmo tempo em que a aproxima de potenciais clientes que compartilham dessa filosofia.

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