Opinião
17/05/2017 - 08h23

Crise afetou ambiente do luxo

Diagnóstico feito por consultoria mostra que 100 maiores empresas de bens de luxo tiveram vendas de US$ 212 bi no ano fiscal de 2015, 4,5% abaixo do registrado no ano anterior

Crise afetou ambiente do luxo
Crise afetou ambiente do luxo
Foto: DCI

O ambiente global para o segmento de artigos de luxo continua desafiador para as principais marcas. Nas economias mais desenvolvidas os problemas são altos os níveis de endividamento e a inflação baixa, além do protecionismo e a aversão à globalização. Em compensação, ainda há muita resiliência dos consumidores, em especial em mercados emergentes como China, Rússia e os Emirados Árabes. O diagnóstico, feito pelo relatório "Global Powers of Luxury Goods", divulgado ontem pela Deloitte, mostra que as 100 maiores empresas de bens de luxo tiveram vendas de US$ 212 bilhões no ano fiscal de 2015, encerrado em junho de 2016.

LVMH mantém liderança no ranking

Embora o valor absoluto de vendas de US$ 212 bilhões tenha ficado 4,5% abaixo do registrado no relatório anterior, feitos os ajustes de variações cambiais, houve crescimento de 6,8% entre os dois períodos, de acordo com a consultoria Deloitte. No ranking de vendas por empresas, não foram registradas grandes novidades. A LVMH, dona de marcas como Louis Vuitton, Bulgari e Dona Karan, mantém o primeiro posto, seguida pela controladora da Cartier, da Esteé Lauder, da Luxottica (Ray-Ban e Oakley) e da Kering (Gucci, Bottega e Saint Laurent).

Brasileiro continua conservador

Na América Latina, o comportamento do consumidor brasileiro de artigos de luxo é citado como conservador, devido ao quadro econômico incerto. Parte das compras antes feitas no exterior migraram para as representações internas, mas o comprador tem evitado a ostentação devido a preocupações sociais. Na lista das 100 empresas feita pela Deloitte, a única brasileira a figurar é a Restoque (74º lugar), donas das marcas Le Lis Blanc, Dudalina, Bô.Bô. e JOHN JOHN. A companhia teve receita de US$ 363 milhões, 55,2% acima da anterior, mas com margem 1,4% menor.

Rentabilidade dos bancos tem queda

A mediana da rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) dos quatro maiores bancos de capital aberto brasileiros (Banco do Brasil, Bradesco, ItauUnibanco e Santander) no primeiro trimestre de 2017 foi de 13,25%, menor valor atingido pela amostra no período analisado pelo levantamento da Economatica. A mediana do ROE dos bancos no quarto trimestre de 2015 é de 20,62% e após esta data o indicador vem caindo por sete trimestres consecutivos. A data foi escolhida porque marca os dados do Santander nos demonstrativos financeiros entregues à CVM, usados para o cálculo.

Vendas dos seguros em alta no Bradesco

No primeiro trimestre, vendas dos seguros residencial e de auto da Bradesco Seguros no Brasil subiram 10,2% e 8,3% respectivamente. O desempenho do seguro residencial da Bradesco de janeiro a março de 2017 demonstra que as famílias estão cada vez mais conscientes da necessidade de proteger suas casas. No período, as vendas de apólices residenciais da empresa atingiram R$ 101,4 milhões. Já as vendas de seguros para automóvel cresceram 8,3%, totalizando R$ 885 milhões em prêmios. Juntos, os dois ramos somam R$ 986,4 milhões no trimestre. /Agências

Da redação

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