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03/02/2017 - 00h00

Fachin: legalista e avesso a ativismo do STF

O novo relator da Lava Jato defende um Supremo atuando com base na Constituição e respeitando o espaço do Legislativo e Executivo

Um ministro com posições legalistas, que defende um Supremo Tribunal Federal (STF) longe do "ativismo" e pautado na interpretação da Constituição, sem confundir atribuições com o Legislativo e Executivo. Em resumo, é este o perfil que o novo relator da Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, passa para observadores da cena da capital federal. Nem de longe se espera decisões polêmicas do ministro paranaense, de formação humanista e forte inserção em movimentos sociais no passado e indicado à instância máxima do Judiciário pela ex-presidente Dilma (PT). Outra impressão é de que Fachin não "dará moleza" aos envolvidos na Lava Jato.

Fazer leis, papel do Legislativo

Quem conhece Fachin - que focou sua carreira no Paraná almejando um dia chegar ao STF - sabe da importância atribuída por ele ao papel do Supremo na segurança jurídica do País neste momento de crise política e econômica, com muitos desdobramentos à frente das investigações da Lava Jato. Mas preservando o espaço dos três Poderes da República, já que fazer leis é atribuição do Congresso Nacional. Também se espera que ele não enverede por posições polêmicas, como a da ministra Carmen Lucia, ao suspender as vaquejadas - decisão que não teria respaldo na lei.

Força do algoritmo

Fachin foi o primeiro integrante do STF a manifestar, logo após a morte de Zavascki, que a solução para a substituição do relator da Lava Jato seria migrar um ministro da primeira para a segunda turma. Na ocasião, Fachin já se colocava "à disposição". Dias depois, ele pediu oficialmente a transferência e obteve consenso entre os demais  ministros. Ontem, foi confirmado para a relatoria da Lava Jato por sorteio eletrônico "aleatório e equilibrado", com ajuda de um algoritmo. Coincidências ou não, o fato é que o nome de Fachin foi bem recebido no mundo jurídico para a função.

Passsado progressista

O ministro Edson Fachin tem um perfil técnico e será um bom substituto de Zavascki, dizem juristas. Para o advogado constitucionalista, Marcus Vinicius Macedo Pessanha, do Nelson Wilians e Advogados Associados, "embora a candidatura de Fachin ao STF tenha sido apoiada por juristas de grande renome e por parte da própria corte, setores do PMDB e PSDB se opuseram à sua nomeação". "Conhecido como progressista, no passado advogou para o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra e entidades ligadas ao PT e outros movimentos sociais da esquerda".

Competente e discreto  

O criminalista Daniel Gerber não vê inconveniente na atuação de Fachin, anteriormente. "O ministro Edson Fachin é de extrema competência técnica, assim como de inegável lisura ideológica, sendo uma escolha a altura da missão", comenta. A advogada constitucionalista Vera Chemim entende que a escolha foi acertada. "O perfil dele é muito próximo ao de Zavascki, cujas características são o de uma pessoa prudente, discreta e competente para enfrentar a complexidade dos processos que compõem aquela operação", afirma.

Agrotecnologia brasileira

A Strider, empresa mineira que desenvolve tecnologias para o agronegócio, foi listada pelo THRIVE Top 50 AgTech, o ranking anual das 50 principais companhias de agrotecnologia no mundo. A Strider foi a única brasileira listada na categoria "Serviços na Nuvem", que inclui ferramentas para o agricultor monitorar sua fazenda remotamente pelo sistema de cloud computing. O THRIVE Top 50 é uma iniciativa da SVG Partners, companhia de investimento, tecnologia e consultoria que se associa a organizações e corporações para desenvolver programas focados em estratégia, inovação e expansão global. A Strider disputou nomeação com mais de 600 companhias do setor de agrotecnologia ao redor do mundo. A Strider já monitora o maior número de hectares pagos do mundo - são mais de 500 fazendas que aplicam suas ferramentas sobre um território de mais de um milhão de hectares distribuídos por cinco países. Após fechar o ano de 2016 com faturamento 2,5 vezes superior a 2015, a Strider pretende investir, este ano, mais de R$ 4 milhões em novas tecnologias e na expansão de serviços. A meta é crescer três vezes mais.

Implantes em alta

A terceira maior empresa do segmento de implantodontia do mundo, a brasileira Neodent, investe R$ 60 milhões no Brasil em seu projeto de expansão e em novas unidades internacionais. Hoje parte do grupo Straumann, líder mundial em implantes dentários, a Neodent vai abrir quatro filiais no Chile, Canadá, Alemanha e Rússia. A fábrica, em Curitiba, duplicará a produção nos próximos dois anos e a meta é gerar mais de 120 empregos no Brasil até o final de 2017. O Brasil é o segundo maior mercado de implantes do mundo e vai se tornar o maior mercado mundial nos próximos cinco anos. Em 2015 e 2016, a Neodent vendeu um milhão de implantes aqui e tornou-se a única empresa do segmento em todo o mundo a vender este número de implantes em um único país por dois anos consecutivos. 

Bônus reais

Um pote de sorvete, por exemplo, que custa R$ 19,98, pode resultar em R$ 8 de bônus. Já um engradado de cervejas em lata que custa R$ 31,08 pode reverter R$ 12 em bônus de celular pré-pago de qualquer operadora. O regulamento permite o acúmulo de até R$ 200 em bônus em um mês na promoção "Compre e Ganhe Bônus de Celular" nas redes de supermercado GBarbosa, Bretas e Prezunic. Esse benefício real que o consumidor poderá na compra de produtos identificados com o selo da promoção, na rede, é uma iniciativa do grupo Cencosud. A campanha acontece nas mais de 150 lojas das três redes de supermercado, presentes Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Ceará e Alagoas. "Com essa ação impulsionamos a venda dos produtos participantes e ofereceremos uma ação inédita e exclusiva para Bretas, Prezunic e GBarbosa", diz o diretor de Estratégia Comercial da Cencosud Brasil, Alejandro Arruiz.

 

Mulheres do agronegócio

 

Será em 17 e 18 de outubro próximo, no Transamerica Expo Center, na capital paulista, o segundo Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio. Realizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e BioMarketing, o tema central neste ano será liderança globalizada, empreendedora e integrada. Outro destaque será a inclusão de workshops cada vez mais práticos na programação e espaço para debates, aliados a cases de sucesso referência para as participantes de todo o país. Para atender a essa demanda já estão previstos mais de 20 workshops sobre temas ainda em elaboração.

 

 

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