Plano de voo Liliana Lavoratti Editora de fechamento
06/10/2017 - 05h00 | Atualizado em 06/10/2017 - 12h21

Otimismo 'leva' Selic para 6,5% em 2017

Itaú Unibanco faz a projeção mais radical até agora para a taxa básica de juros

Apesar da paralisação da Reforma da Previdência no Congresso, considerada "a" medida para levantar a confiança dos investidores em torno dos problemas das contas públicas federais, o mercado aumentou o otimismo em relação ao País neste final de 2017 e para 2018. Ontem, o Itaú Unibanco, uma das maiores instituições financeiras, revisou suas projeções. E para melhor. A taxa básica de juros, por exemplo, cai ainda mais: de 7% ao ano no final de dezembro para 6,5% ao ano. É a previsão mais radical feita até agora para a taxa básica de juros, que atingirá seu menor nível histórico, com repercussão em vários aspectos da economia.


Queda de juros fará PIB ...
"Devido à inflação comportada e à comunicação recente do Banco Central, reduzimos nossa projeção para a taxa Selic terminal de 7,0% para 6,5%", diz o Itaú Unibanco em documento. Além da inflação em queda abrir espaço para juros marginalmente mais baixos, outra notícia positiva é que o corte adicional de juros fará o PIB avançar 3% e não 2,7% em 2018 (para este ano foram mantidos 0,8% de crescimento). As receitas extraordinárias e a retomada da economia devem garantir o cumprimento das metas de resultado primário de 2017 e 2018.


...crescer 3%, mas falta 'a' reforma
No entanto, em consonância com o discurso de todo o mercado, o Itaú Unibanco ressalta que, para reverter "de modo permanentemente a trajetória, atualmente insustentável, da dívida pública, é fundamental aprovar as reformas. Sem as reformas, aumenta a chance de o governo não conseguir cumprir a emenda constitucional do teto de gastos a partir de 2019 e torna-se improvável o retorno gradual a superávits compatíveis com a estabilização da dívida pública. Em especial, a Reforma da Previdência continua aguardando maior consenso político para votação".


 Corruptos longe das ruas
Em 2016, o então prefeito Fernando Haddad (PT), de São Paulo, proibiu a denominação de ruas com nomes de pessoas ligadas a violação de direitos humanos e autorizou a mudança de vias que já levassem nomes dessas pessoas. Mas, o decreto do petista, não prevê impedir nomeação de corruptos, se limitando apenas a violação de Direitos Humanos. O vereador Rinaldi Digilio (PRB) apresentou projeto de lei para impedir que condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiados referentes a dez crimes ou condutas diferentes sejam homenageadas.


'Tropa de Elite' de TI
Uma empresa brasileira está conquistando importantes players do mercado de comércio eletrônico ao investir na formação intelectual e filosofia para gerar a "Tropa de Elite" de TI. "O diferencial do nosso negócio é apostar e investir no capital intelectual. Afinal, as ferramentas tecnológicas tendem a ficar ultrapassadas, enquanto o conhecimento sempre é aperfeiçoado. O nosso cliente sabe que pode contar conosco para desenvolver qualquer solução inovadora de forma rápida e eficiente", afirma Fabio Camara, CEO da FCamara.


Avanço sutil

Entre 2015 e 2017, a gestão municipal de resíduos sólidos apresentou avanços, porém, pouco expressivos, indica pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) com 75,6% dos municípios brasileiros. "A disposição inadequada de resíduos em lixões e aterros controlados recuou de 50,6%, em 2015, para 48% em 2017. No entanto, a quantidade de aterros sanitários também sofreu queda de 48,3% para 47,5% no mesmo período", diz estudo da entidade. Para a CNM, as administrações locais vêm buscando soluções coletivas para a gestão de resíduos, como aterros privados compartilhados e consórcios de resíduos sólidos regionalizados. E isso é positivo, segundo a Confederação. A pesquisa também atestou avanço sutil quanto aos Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS), que totalizavam 36,3% em 2015 e, neste ano, totalizam 38,2%.

 

Beleza sem crise

O Brasil, um dos maiores mercados mundiais de higiene e beleza, também já é o líder em vendas dos produtos Sinclair, empresa de dermatologia estética sediada no Reino Unido. A companhia, que começou a operação brasileira por meio de parceiros em 2015, há pouco mais de um ano inaugurou um escritório na capital paulista, responsável pela distribuição do portfólio e treinamento da classe médica em solo nacional. Atualmente, a Sinclair comercializa no país várias linhas compostas por fios de sustentação e preenchedores faciais. Para 2018, a fabricante britânica quer crescer 50% com produtos inovadores que utilizam a resposta natural do corpo do paciente para estimular a produção do colágeno.

 

Liliana Lavoratti é editora-fechamento
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